Campeão mundial de surfe, Mineirinho conduz tocha e entra no clima Olímpico: “Vamos ter Jogos irados”
Surfista Adriano de Souza levou a chama a bordo de embarcação para o Guarujá, sua terra natal
Surfista Adriano de Souza levou a chama a bordo de embarcação para o Guarujá, sua terra natal
Foto: Rio2016/Marcos de Paula
Segundo brasileiro a conquistar o mundial de surfe no World Surf League (WSL), Adriano de Souza, o Mineirinho, tem o nome cravado como um dos maiores do esporte no mundo. Nesta sexta-feira (22), ele encarou águas bem mais calmas do que as de costume e entrou no clima do Rio 2016 ao conduzir a tocha Olímpica a bordo de uma catraia, de Santos (SP) até o Guarujá (SP), sua cidade natal.
“É demais e estou feliz por tudo ter dado certo. Queria muito participar do revezamento, vim para o Brasil só para isso e me sinto muito honrado por conduzir a tocha na Baixada Santista. Acho que vamos ter Jogos irados”, vibrou o surfista sobre o momento.
Foto: Rio2016/Marcos de Paula
Há dez anos dentro da elite do surfe mundial, Mineirinho venceu competições nacionais e internacionais até alcançar um dos pontos mais altos e cobiçados do surfe. Em dezembro do ano passado, ele conquistou duas importantes vitórias no mesmo dia: foi o primeiro brasileiro a vencer a etapa de Pipeline – última parada do Circuito Mundial no ano passado - e levou o título mundial.
“Ser o primeiro brasileiro a vencer em Pipeline e conquistar o título mundial no mesmo dia é algo que vou guardar pra sempre no meu coração”, destacou.
Mineirinho poderia encarar o momento como seu ápice profissional, mas o surfista quer mais. O “caiçara” de 29 anos sonha com uma vitória ainda mais especial. Entusiasta do surfe para Tóquio 2020, ele espera poder participar da próxima edição dos Jogos Olímpicos, caso a modalidade seja incluída na disputa pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).
“Falta uma medalha Olímpica na minha carreira. Espero em 2020 falar que não falta mais nada. Acho demais a possibilidade de o surfe se tornar um esporte Olímpico. Já me imagino vestindo uma lycra do meu país na disputa pelo pódio”, disse.
A chance de o surfe estar presente em Tóquio 2020 anima o esportista não só pela oportunidade de se tornar um atleta Olímpico, mas também por poder ver alguns dos maiores surfistas do mundo representando seus países na competição.
“O surfe é um esporte individual e não existem competições em que você represente o seu país. Com os Jogos, isso poderá acontecer e, para todo surfista, é um sonho poder fazer isso”, declarou.
Enquanto o sonho não se realiza, Mineirinho vai curtir as modalidades que serão disputadas no Rio 2016. Mesmo com compromissos para o mês de agosto, ele garante acompanhar a competição no Brasil de onde estiver.
“Estou curioso para ver o basquete americano, o futebol brasileiro, o Bolt (Atletismo) e o Phelps (Natação)”, contou.