Michael Phelps vem com força total para o Rio 2016 - e quer trazer noiva e filho
Motivado e em forma, nadador diz que superou problemas psicológicos e quer a família torcendo por seu sucesso no Brasil
Motivado e em forma, nadador diz que superou problemas psicológicos e quer a família torcendo por seu sucesso no Brasil
Phelps conta que seu percentual de gordura no corpo, 5%, é inferior ao dos Jogos Londres 2012 (Getty Images/Alex Menendez)
Motivadísssimo para competir nos Jogos Rio 2016 e em forma física excepcional, Michael Phelps brilhou na conferência de imprensa da equipe Olímpica dos Estados Unidos nesta terça-feira (8), em Los Angeles. Nos últimos dias, ele deu várias entrevistas e fez questão de fazer a participação nos Jogos Rio 2016 como assunto principal. O mais premiado atleta Olímpico de todos os tempos avisou que pretende trazer a família ao Brasil para acompanhar seu desempenho nas piscinas do Estádio Aquático Olímpico, na Barra da Tijuca. Lá, ele vai tentar aumentar sua impressionante coleção de 18 medalhas de ouro, duas de prata e duas de bronze na natação.
A noiva de Michael Phelps, Nicole Johnson, deve dar à luz em maio, três meses antes do Rio 2016. O nadador americano quer tê-la a seu lado durante a competição, e não vê problema na viagem. “Não estamos preocupados com isso. Se você vai a qualquer edição dos Jogos Olímpicos, sempre surge alguma coisa”, disse Phelps em matéria publicada no jornal Washington Post. “Se ela estivesse grávida, certamente não iria. Mas ela está a fim, não vai perder (os Jogos). E eu também não quero que o menino perca. Ele não vai se lembrar de nada, mas terá uma história para contar.”
Michael Phelps garante que está mental e fisicamente muito bem. “Agora, para esses Jogos, estou feliz novamente. De um jeito que não ficava desde o período entre 2007 e 2009, que foi o melhor de minha carreira, com o Mundial de 2007 e os Jogos de Pequim. É um sentimento excelente, de quando eu estava no meu melhor”, disse ao jornal Folha de S. Paulo. O percentual de gordura no corpo do atleta, que era de 13% nos Jogos Londres 2012, é hoje de 5%. E a alimentação está recebendo atenção especial. “Agora penso no meu corpo como um carro. Quanto melhor a gasolina, melhor o desempenho".
De sunga, touca e medalhas, Michael Phelps tem seu momento cheerleader
Depois de Londres 2012, Phelps foi detido por dirigir sob influência de álcool e, afastado das competições, enfrentou uma depressão. Hoje, garante que tudo foi superado. "Em 2012, não tinha mais nada a ver com o esporte. Realmente não sei o que queria fazer naquele momento, mas eu estava acabado. Não queria treinar mais", lembrou, na conferência da equipe Olímpica americana, em Los Angeles. Agora, se disse capaz de aceitar até um resultado decepcionante nos Jogos Rio 2016.
O nadador também comentou sobre o apoio familiar que mudou sua maneira de encarar a vida nos últimos tempos. "Eu mantenho as pessoas importantes mais perto de mim do que nunca", disse ele, ao site da ESPN americana. "Eu atendo o telefone quando alguém chama. Eu costumava me esquivar de atender telefonemas", completou.
A única coisa que Phelps não revela é o nome do bebê por nascer, um menino.
Phelps lembra seus piores momentos: "Eu não queria viver mais"