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Um mundo novo

O esporte dá adeus a Michael Phelps no Rio 2016

Por Denise Mirás Atualizado em 14/08/2016 — 01H47

A partir deste domingo, o extraterrestre retoma a forma humana. Deixa as piscinas, onde mostrou ser inigualável. Fica para a história

O esporte dá adeus a Michael Phelps no Rio 2016

O último ouro e as últimas lágrimas Olímpicas de Micahel Phelps (Foto: Getty Images/Adam Pretty)

A partir de agora, um extraterrestre que passou os últimos 16 anos entre nós retoma a forma humana. Poderá ser encontrado em pontos turísticos e mesmo na torcida de competições Olímpicas no Rio 2016. Fala inglês e é fácil de ser notado, com 1,93m. Aos 31 anos, atende por Michael Phelps. Depois de mais um ouro, o último da carreira, os Jogos Olímpicos nunca mais terão a chamada de seu nome.

Phelps recolhe suas coisas do chão da piscina, acena, chora e faz a torcida chorar junto. A cerimônia de pódio do revezamento 4x100m medley é a última para o nadador, o maior atleta Olímpico de todos os tempos. Um sujeito que começou a competir em Sydney 2000, aos 15 anos, e de lá para cá deu a impressão de talvez não ser humano. Algo que só as lágrimas, frequentes no Rio de Janeiro, podem desmentir.

Neste sábado (13), Phelps deu sua missão de colecionar medalhas por cumprida: sai com 28 Olímpicas, 23 delas de ouro, mais três de prata e duas de bronze.

O último ouro de Phelps veio em equipe e com agradecimento ao Rio (Foto: Getty Images/Adam Pretty

A última medalha, nesta noite, veio com a equipe dos Estados Unidos: Ryan Murphy, Codi Miller, Phelps e Nathan Adrian fizeram 3min27s95. Foi o terceiro ouro Olímpico de Phelps na prova – de Pequim 2008, não restou ninguém da equipe, além dele; Adrian esteve em Londres 2012 com Phelps.

A prata foi para a Grã-Bretanha, com 3min29s24, com bronze da Austrália, com 3min29s93. 

Os brasileiros Guilherme Guido, João Gomes, Henrique Martins e Marcelo Chiarighini terminaram em sétimo lugar, com 3min32s84...

De Michael Phelps, além das medalhas Olímpicas, são mais 33 de Mundiais – 26 de ouro, seis de prata e uma de bronze.

Ainda da Era Phelps vão restar três de seus cinco recordes mundiais a serem quebrados: dos 100m e 200m borboleta (49s82 e 1min51s51, de Roma 2009) e dos 400m medley (4min03s84, de Pequim 2008).

Phelps tira a diferença e coloca os EUA na frente (Foto: Getty Images/Richard Heathcote)

Logo depois de terminar com a prata nos 100m borboleta, na sexta-feira (12), Phelps disse que ainda não sabia o que faria na "aposentadoria" - mas deve passear um pouco pelo Rio, ver alguma coisa dos Jogos. Só garantiu que não volta mais a competir, como fez depois de Londres 2012.

Ele tinha por meta mudar o esporte - conseguiu - e inspirar crianças - também conseguiu. A prova: o vencedor dos 100m borboleta, Joseph Schooling, de Cingapura, 21 anos, tinha o astro por ídolo desde pequenininho. Foi o último nadador a derrotá-lo.

Mulher mais veloz do mundo

Se Simone Manuel já havia vencido os 100m livre nestes Jogos Olímpicos, a meta era dobrar o ouro nos 50m livre. Mas quem venceu foi a dinamarquesa Pernille Blume, com 24s07, que agora é a mulher mais veloz do mundo – nas águas. A norte-americana ficou com a prata (24s09), e Aliaksanddra Herasimenia, de Belarus, com o bronze (24s11).

Como curiosidade, a prova teve duas irmãs australianas: Bronte (campeã mundial) e Cate Campbell.

A brasileira Etiene Medeiros foi a oitava colocada (24s69).

Febre fora de hora

Com febre nas eliminatórias dos 1500m livre, como foi divulgado oficialmente, o chinês Sun Yang ficou fora da final e não pode tentar o bicampeonato Olímpico (em Londres 2012, também havia ficado com o ouro dos 400m livre). Voltou depois de um gancho de três meses em 2014, por uso de estimulantes.

Assim, o título dessa prova exclusivamente masculina aqui no Rio 2016 ficou para o italiano Gregorio Paltrinieri, de 21 anos, que com 17 já tinha sido finalista em Londres 2012. Desta vez, ficou com o ouro Olímpico, chegando com 14min34s57, seguido do norte-americano Connor Jaeger, prata com 14min39s48, e outro italiano, Gabriele Detti, bronze com 14min40s86.

Duas vezes Dana

No 4x100m medley feminino, outra vitória dos Estados Unidos, com Kathleen Baker, Lilly King, Dana Vollmer (que tinha quatro ouros Olímpicos de Atenas 2004 a Londres 2012 e mais uma prata e um bronze no Rio 2016) e Simone Manuel (que duas horas antes havia nadado os 50m livre).

Dana era a única remanescente do ouro de Londres 2012 e fez a diferença no borboleta. Os Estados Unidos tiveram Kathleen Baker e Lilly King no costas e peito; Dana Vollmer no borboleta (ela tinha quatro ouros Olímpicos de Atenas 2004) e Simone Manuel (vinda da prata dos 50m livre), no livre. As quatro garantiram o ouro (3min53s13), deixando para trás Austrália (que virou sobre a China e foi prata com 3min55s00) e Dinamarca (bronze por um centésimo, com 3min55s01). A Rússia começou com chance de pódio mas morreu, terminando em sexto.