Marcelo Melo elogia quadra do tênis e diz que piso rápido favorece brasileiros nos Jogos Rio 2016
Tenista número 1 do mundo nas duplas, parceiro de Bruno Soares, deve usar Copa Davis como última etapa de preparação antes do torneio Olímpico
Tenista número 1 do mundo nas duplas, parceiro de Bruno Soares, deve usar Copa Davis como última etapa de preparação antes do torneio Olímpico
Soares (e) e Melo (d) gostam de piso rápido e estão confiantes em um bom desempenho no Torneio Olímpico
Enquanto disputa o torneio de Roland Garros ao lado do croata Ivan Dodig, o brasileiro Marcelo Melo, tenista número 1 no ranking de duplas da Associação de Tenistas Profissionais (ATP), já tem na cabeça boa parte do planejamento para os Jogos Rio 2016. O trabalho de adaptação à quadra sintética do Centro Olímpico é uma questão importante, mas motivo de confiança para ele e seu companheiro, Bruno Soares. A dupla gostou da escolha do piso e vai lutar pela primeira medalha Olímpica do Brasil no tênis.
Meligeni se empolga e prevê "muita agressividade" nas partidas de tênis dos Jogos Rio 2016
Melo e Soares ainda não decidiram qual será o último torneio antes dos Jogos, mas uma coisa é certa: será em quadra rápida. As opções mais prováveis são o piso do Minas Tênis Clube, a ser usado no confronto contra o Equador pela Copa Davis, de 15 a 17 de julho, ou o do ATP 1000 de Toronto, a Rogers Cup, de 23 a 31 de julho. “Ainda não sabemos, mas provavelmente será o da Copa Davis, o que vai ser muito bom para nós porque estaremos bem perto dos Jogos e vamos atuar no Brasil”, diz Melo.
Djokovic busca ouro inédito no Rio 2016 e ressalta importância dos Jogos: "Quinto Grand Slam"
De qualquer forma, a necessidade de um trabalho de adaptação existe. A Davis em Minas será realizada em arena coberta e altitude de 852 metros. Os Jogos Olímpicos serão ao ar livre e no nível do mar, o que deixa a bola mais lenta. Toronto tem altitude de 76 metros e competição também ao ar livre, mas com a desvantagem de exigir uma longa viagem. “Vamos ter uma semana para treinar no Rio, tempo suficiente para adaptar às condições", garante Melo.
Após evento-teste, Soares mostra otimismo com chances de medalha do Brasil (Foto: Rio 2016/Daniel Ramalho)
O piso do Centro Olímpico, segundo o tenista, favorece a dupla brasileira. “Eu e o Bruno preferimos a quadra dura, acho que foi uma boa escolha para os Jogos. Ele (Bruno, que disputou o evento-teste) me disse que a quadra está ótima, em uma velocidade boa para nós, porém não chegou a comparar as condições que teremos com algum torneio que já disputamos pela ATP”, explica o tenista, decidido a não dar mais dicas aos rivais na luta por medalhas.
Enquanto os Jogos não chegam, a curiosidade dos tenistas estrangeiros que virão ao Rio aumenta. “Eles normalmente perguntam como está a construção das quadras. Todos estão ansiosos para ir ao Brasil”, conta Melo. Gustavo Nascimento, diretor de instalações do Comitê Rio 2016, diz que falta pouco para a conclusão de todo trabalho no Centro Olímpico de Tênis. “Vamos receber a tinta para a repintura da quadra em poucos dias e, fora isso, a única pendência são os últimos ajustes na iluminação. Depois, só restarão detalhes de ornamentação".