Mamute, Ervilha, Foguete de Bolso, Fera Magra... tudo atleta de elite
Gente como a gente: não é porque eles são alguns dos maiores nomes do esporte mundial que deixam de receber apelidos em seu trabalho
Gente como a gente: não é porque eles são alguns dos maiores nomes do esporte mundial que deixam de receber apelidos em seu trabalho
Seja Olímpico ou Paralímpico, os apelidos são famosos no mundo esporte (Getty Images)
Sabia que devemos ter Cobra, Ervilha e até Super-Homem disputando os Jogos Rio 2016? Alguns dos maiores atletas do mundo Olímpico e Paralímpico são tão conhecidos por seus desempenhos no esporte como por seus apelidos - e alguns dos mais divertidos e icônicos você encontra na lista abaixo. Confira!
Já imaginou enfrentar um ciclista apelidado de Máquina? Ou nadar contra moças chamadas de Míssil ou de Dama de Ferro? É isso o que vive quem enfrenta o bicampeão Olímpico Maris Strombergs, no ciclismo bmx, ou as feras da natação Missy Franklin e Katinka Hosszu.
Velocíssima nas piscinas, Missy ganhou a alcunha pela semelhança das pronúncias entre seu nome e o apelido. Já a Dama de Ferro Katinka Hosszu e a Máquina Maris Strombergs impressionam pela regularidade com que se desempenham nas competições.

Maris Strombergs, Machine (Máquina) - Letônia, ciclismo BMX
Missy Franklin, Missile (Míssil) - EUA, natação
Katinka Hosszu, Iron Lady (Dama de Ferro) - Hungria, natação
Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos também têm seus Papa-Léguas. Uma delas é Shelly-Ann Fraser-Pryce: a jamaicana de 1,53m é a atual bicampeã Olímpica dos 100m rasos. Alguma dúvida de por que ela é chamada de Foguete de bolso? A ginasta Gabrielle Douglas, também baixinha (1,59m), é o Esquilo Voador pelas piruetas inacreditáveis que desempenha na ginástica artística.
Já a origem do apelido de Allyson Felix, atual campeã Olímpica dos 200m, são suas pernas finas e ligeiras. Motivo parecido da origem do apelido de Alex Morgan, campeã Olímpica e mundial pela Estados Unidos no futebol: dona de passadas largas e velozes, a Baby horse uma das mais jovens jogadoras da equipe norte-americana.

Alguns atletas são tão identificados com seus países que carregam o nome da pátria no próprio apelido. São os casos de Ian Millar, que já vai para a 11ª participação nos Jogos Olímpicos, e de Daniel Narcissé, que de tanto "voar" para defender a França nos jogos de handebol que ganhou o apelido da companhia aérea mais famosa de seu país.

Já imaginou jogar vôlei de praia e, do outro lado da rede, está um cara que é famoso pela sua eficiência no bloqueio e é apelidado de Mamute? É o caso do brasileiro Alison Cerutti, um dos atletas que são tão bons que no fazem que recebem apelidos de feras!
Também no vôlei de praia, Phil Dalhausser, campeão Olímpico em Pequim 2008, tem um apelido mais literal. A Fera magra tem 2,06m e 91kg, condição que faz parecer com o que o norte-americano esteja em todos os lugares da quadra ao mesmo tempo.
Quem também impressiona pelo desempenho é Teddy Riner. Do alto de seus 2,04m e com 130kg, o francês, campeão Olímpico do judô na categoria acima de 100kg, ganhou seu apelido em alusão à famosa pelúcia do urso teddy. Outro trocadilho originou o apelido de David Weir, o Lobisomem, dono de seis ouros no atletismo Paralímpico.

Nao se deixe enganar pelos apelidos? Ser chamado de Ervilha pela altura, ou de Bok choy (verdura chinesa) pela origem asiática não é problema para Sue Bird e Nathan Adrian - dois campeões Olímpicos pelos Estados Unidos.

Não é todo mundo que pode ser comparado a um raio de sol ou ao Super-Homem - Kerri Walsh e Lin Dan, donos dos apelidos foras de série, são apontados por muitos como os melhores atletas de sua modalidade em toda a história. Enquanto o romântico apelido de Kerri Walsh foi dado pelo seu marido (a tricampeã Olímpica ganhou, inclusive, uma aliança com a inscrição 'six feet of sunshine'), Lin Dan foi comparado a um dos super-heróis mais famosos dos quadrinhos pela semelhança da pronúncia em inglês.

Alguns atletas são tão mortais em competição que recebem apelidos de um dos predadores mais temidos do mundo animal. São os casos de Valentina Vezzali e Kobe Bryant, que aplicam botes certeiros - seja no esgrimista adversário ou na cesta do basquetebol.
