Luta olímpica conquista seu espaço no programa Olímpico de Tóquio 2020
Esporte que já fazia parte do Rio 2016 garante vaga na próxima edição dos Jogos com proposta de mudanças
Esporte que já fazia parte do Rio 2016 garante vaga na próxima edição dos Jogos com proposta de mudanças
"Lutar é ser humano", dizia apresentação da FILA na 125ª Sessão do COI, em Buenos Aires (COI)
A escolha de Tóquio como sede dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2020 não foi a única decisão importante tomada durante a 125ª Sessão do Comitê Olímpico Internacional (COI), em Buenos Aires, neste fim de semana. A luta olímpica, que havia sido retirada, em fevereiro deste ano, da lista de esportes do programa Olímpico de 2020, venceu em votação as candidaturas de squash e a proposta conjunta de beisebol e softbol para garantir o seu espaço nos Jogos de Tóquio.
Presente no programa desde os Jogos da Antiguidade, a luta olímpica vinha experimentando uma queda de popularidade devido à complexidade de suas regras e redução da presença de mulheres e jovens no esporte. Ao longo dos últimos meses, a Federação Internacional de Luta Olímpica (FILA) promoveu importantes mudanças no esporte, incluindo novas regras, uma apresentação mais voltada para o público jovem e a integração de mais atletas e mulheres em suas comissões.
O sérvio Nenad Lalovic, presidente da FILA, aproveitou a ocasião para reforçar a proposta de modernização: “Com este voto, vocês nos mostraram que os passos que tomamos para aprimorar o nosso esporte fizeram a diferença. Asseguro que não vamos parar agora. Vamos continuar a trabalhar para sermos os melhores parceiros do Movimento Olímpico que podemos ser”.
Medalhista de ouro em Sydney 2000, o nigeriano naturalizado canadense Daniel Igali também fez parte da delegação da FILA presente na sessão: “Eu não teria a mesma paixão pelo esporte se não fosse pelos Jogos Olímpicos. Vamos construir um esporte melhor para os mais jovens”.
Com o objetivo de garantir que os esportes contemplados no programa Olímpico acompanhem todas as gerações, uma comissão do COI revisa os esportes a cada nova edição dos Jogos. Em fevereiro deste ano, 25 esportes foram propostos para o programa de 2020. São eles: atletismo, badminton, basquetebol, boxe, canoagem, ciclismo, desportos aquáticos, esgrima, futebol, ginástica, handebol, hipismo, hóquei sobre grama, judô, levantamento de peso, pentatlo moderno, remo, taekwondo, tênis, tênis de mesa, tiro com arco, tiro esportivo, triatlo, vela e voleibol.
No Rio de Janeiro, 28 esportes prometem atrair as atenções de milhões de pessoas em 2016. Além dos 25 já citados e da luta olímpica, golfe e rugby foram incluídos como esportes adicionais em sessão do COI realizada no ano de 2009.
Quatro federações internacionais têm pedidos aprovados para 2016
Em agosto deste ano, a direção executiva do COI aprovou quatro pedidos de modificação das federações internacionais para o programa Olímpico de 2016, seguindo o compromisso de manter o número de atletas e medalhas existente.
- Federação Internacional de Ciclismo (UCI) – Seis vagas foram transferidas do ciclismo de pista masculino para o feminino;
- Federação Internacional de Hipismo (FEI) – Dez vagas foram transferidas do concurso completo equestre (CCE) para o adestramento;
- Federação Internacional de Luta Olímpica (FILA) – Uma categoria de pesagem de cada evento masculino (Estilo Livre e Greco-Romano) foi transferida para o feminino do estilo Livre;
- Federação Internacional de Vela (ISAF) – O barco de quilha para homens (Star) foi substituído pelo catamarã misto (Nacra 17), enquanto o Match Race feminino (Elliott 6) dará lugar ao skiff feminino (49er FX).