Luta Olímpica chega aos Jogos Rio 2016 mais dinâmica e com maior participação feminina
Evento-teste mostra a modalidade estilo livre modernizada em disputas de atletas de oito países no Parque Olímpico da Barra
Evento-teste mostra a modalidade estilo livre modernizada em disputas de atletas de oito países no Parque Olímpico da Barra
Arena Carioca 1 recebe evento-teste do estilo livre só com mulheres neste fim de semana (Rio 2016/Daniel Ramalho)
Um dos esportes mais antigos dos Jogos Olímpicos, a luta Olímpica se adaptou à modernidade. Após quase ficar de fora do programa Olímpico da edição de Tóquio 2020, o esporte partiu para a ofensiva: em 2014, reformulou regras do estilo livre para tornar as disputas mais dinâmicas e ampliou a participação feminina. Neste fim de semana, o Rio de Janeiro recebe o evento-teste do esporte, com a realização do Wrestling Lady’s Open. Ao todo, 50 atletas de oito países competem na Arena Carioca 1, no Parque Olímpico da Barra.
A Federação Internacional de Luta Olímpica (FILA) - que, em setembro de 2013, conseguiu vencer a votação sobre as candidaturas de squash, beisebol e softbol para o programa dos Jogos de Tóquio - promoveu, na época, mudanças no regulamento como o tempo de embate. Os confrontos passam de três rounds de dois minutos para dois de três minutos e com pontuação cumulativa. Isso tornou a luta mais dinâmica já que os lutadores têm mais tempo em cada round para finalizar o oponente e ganha quem faz mais pontos.
“As regras foram mudadas para fazer com que a gente passe a luta inteira mais ativo e atacando mais, o que torna a competição muito mais bonita e divertida para quem vai assistir”, disse Aline Silva, destaque do Brasil na categoria até 75kg no evento-teste.

Aumentar o número de mulheres no esporte era outro ponto crítico na nova fase do esporte. Novas categorias foram incluídas no estilo livre feminino – entraram 58kg, 53kg, 69 e 75kg e saíram 55kg e 72kg -, todas presentes no evento-teste deste fim de semana.

O evento-teste na Arena Carioca 1 traz alguns dos principais nomes da luta para o Rio de Janeiro seis meses antes da competição Olímpica. Entre eles está a russa Natalia Vorobieva, campeã mundial na categoria até 69kg e medalha de ouro em Londres 2012 na extinta categoria até 72kg. Outra favorita é a americana Adeline Gray, tricampeã mundial e campeã dos Jogos Pan-Americanos Toronto 2015. Ambas já conquistaram a classificação para o Rio 2016.
Na equipe do Brasil, o destaque é Aline Silva, que ficou conhecida por ser a primeira brasileira a conquistar medalha em um mundial (ela foi prata no Uzbequistão, em 2014). Focada no Rio 2016, Aline quer aproveitar o evento-teste para medir as oponentes.
Aline Silva, primeira brasileira a conquistar medalha em um mundial de luta Olímpica


Este é o terceiro teste da Arena Carioca 1 no mês de janeiro – a instalação já foi palco do basquetebol e do halterofilismo. No evento da luta Olímpica, além da gestão da instalação, o Comitê Rio 2016 vai avaliar a área de competição e o sistema de resultados. “O esporte traz muitas novidades para os Jogos. Vamos ter atletas competindo em todas as categorias Olímpicas, incluindo as novas. As disputas ficaram mais rápidas, então é fundamental testar toda a gestão da competição. Além disso, temos 66 voluntários trabalhando no evento-teste para garantir que estarão prontos durante os Jogos”, contou Gilles Toloni, líder de competição para a luta Olímpica no Rio 2016.