Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem poderá atuar nos Jogos Rio 2016
LBCD reconquistou a acreditação junto à Agência Mundial Antidoping, suspensa em 2013 devido à defasagem de equipamentos
LBCD reconquistou a acreditação junto à Agência Mundial Antidoping, suspensa em 2013 devido à defasagem de equipamentos
Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem: instalações prontas para os Jogos Rio 2016 (Divulgação/Ministério do Esporte)
O Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem (LBCD) recebeu nesta quarta-feira (13) a acreditação da Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) para atuar nos Jogos Rio 2016. O anúncio foi feito durante reunião do conselho de fundadores da agência, em Montreal, no Canadá, com a participação do ministro do Esporte, George Hilton, e do secretário nacional da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), Marco Aurélio Klein.
O laboratório passa a ser o 34º do mundo acreditado pela Wada (um laboratório da Turquia também teve a reacreditação confirmada nesta quarta) e é o segundo na América do Sul (o outro fica em Bogotá, na Colômbia). A acreditação do LBCD junto à Wada estava suspensa desde 2013, devido a falhas em testes cegos durante uma avaliação de rotina, causadas por defasagem de equipamento. Em março de 2015, o LBCD foi liberado pela agência para realizar análises de sangue para passaporte biológico de atletas, cumprindo uma primeira etapa rumo à recuperação total do credenciamento.
“O sistema antidoping será um dos principais legados (dos Jogos Rio 2016), mas ainda faltam alguns passos complementares para manter o nível de excelência na garantia de jogo limpo no esporte. Estes pontos são a criação de um tribunal de apelação e o empoderamento da ABCD como única responsável pelo controle de dopagem no Brasil. São questões que a Wada nos apresentou como essenciais e vamos caminhar nessa direção”, disse George Hilton, em nota divulgada pelo site do Ministério do Esporte.
O aval da Wada se aplica já aos eventos-teste, a partir de julho de 2015. O processo de reacreditação começou em 2014, quando o laboratório inaugurou sua nova sede na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O prédio custou R$ 134 milhões: R$ 106 milhões do Ministério do Esporte e R$ 28 milhões do Ministério da Educação, que também aplicou R$ 54 milhões para a compra de equipamentos, materiais e operação do laboratório.
Para reaver a acreditação, o LBCD foi submetido a cerca de nove meses de avaliação pela Wada. Foram cinco lotes de amostras enviadas pela agência e outras com amostras próprias do laboratório, como exercício de aprimoramento.
“O Brasil tem a pressão dos Jogos Rio 2016 e é claro que o objetivo da Wada é chegar lá com o laboratório acreditado, mas isto dependia da performance do laboratório. O desejo existia, mas foi preciso trabalhar para passar por todas as provas técnicas, que são muito exigentes e estão dentro do padrão internacional dos laboratórios”, disse Maria José Pesce, diretora do escritório da América Latina e do Caribe da Wada, acrescentando que o monitoramento da agência será constante, obrigando o laboratório brasileiro a realizar, por exemplo, um mínimo de três mil exames por ano.
“Assim que voltarmos ao Brasil vamos planejar o início o mais rápido possível para começar o processo de mandar todas as nossas amostras para o LBCD. Isso é muito importante porque temos um plano de 2.500 testes até o fim do ano, o triplo do que fazíamos antes”, afirmou o secretário nacional da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), Marco Aurélio Klein.
