Aplicativos Rio 2016

Amplie sua experiência nos Jogos.

Download
Para quem vai a sua torcida?

Para quem vai a sua torcida?

Escolha seus atletas, times, esportes e países favoritos clicando nos botões ao lado dos nomes

Nota: As configurações de favoritos são gravadas em seu computador através de Cookies Se você deseja mantê-las, não limpe seu histórico de navegação

Por favor, ajuste suas preferências

Verifique se as suas preferências estão ajustadas. Você poderá modificá-las a qualquer momento

Expandir Conteúdo

Os calendários serão apresentados neste fuso horário

Expandir Conteúdo
Contraste
Cores originais Cores originais Alto contraste Alto contraste
Ver todos os recursos de Acessibilidade
Um mundo novo

Com atletas importados da Europa, Brasil tem meta ambiciosa no Rio 2016 para massificar o polo aquático

Por Thiago Minete

Seleção é comandada pelo melhor técnico do mundo, tem nas suas fileiras o melhor jogador da Champions League e fala em ganhar medalha nos Jogos Olímpicos

Com atletas importados da Europa, Brasil tem meta ambiciosa no Rio 2016 para massificar o polo aquático

Seleção brasileira planeja marcar um golaço com os Jogos Rio 2016: popularizar e trazer novos praticantes para o esporte em todo o país (Foto: Getty Images/STR)

Montar uma seleção forte, comandada pelo melhor técnico do mundo. Conseguir bons resultados, despertar a atenção do público e massificar o esporte. Tudo isso usando os Jogos Olímpicos como trampolim. Esse é o projeto do polo aquático brasileiro, que tem uma meta ambiciosa nos Jogos Rio 2016 e já sabe quem serão seus adversários na empreitada.

“O polo aquático veio para ficar”, afirma Ricardo Cabral, consultor técnico do esporte na Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA). Com seu trabalho, o dirigente ajudou a seleção masculina a surpreender nas últimas temporadas: terceiro lugar na Liga Mundial, vitória sobre os campões Olímpicos e um jogador brasileiro eleito o craque do melhor campeonato do mundo.

Afinal, como um esporte tão pouco divulgado no Brasil conseguiu resultados tão expressivos? Aprendendo com os melhores do mundo. Ricardo explica: “Convencemos nossos jogadores a atuar no Brasil e a defender nossa seleção com condições que antes não oferecíamos”. 

De fato, o número de jogadores de alto nível na seleção aumentou. Carioca de nascimento, Felipe Perrone, eleito o melhor jogador do mundo na Champions League europeia, defendeu a Espanha em Pequim 2008 e Londres 2012, mas decidiu voltar à terra natal para 2016. Paulo Salemi e Adrià Delgado, italiano e espanhol, respectivamente, são filhos de brasileiros e nascidos no exterior. Ives Alonso, cubano, casou-se com uma brasileira e vive no Brasil desde então. Todos jogam pelo Brasil

Felipe Perrone atua na Croácia e foi eleito o melhor jogador da Champions League (Foto: Divulgação LEN)

“Sempre tiveram vínculos muito forte com o Brasil e queriam defender a seleção”, diz Ricardo. Há ainda dois talentos realmente importados para fortalecer a equipe: o sérvio Slobodan Soro e o croata Josip Vrlic.

Mas por que defender uma seleção de pouca expressão mundial? A resposta é simples: além de representar o Brasil nos Jogos em casa, seriam comandados pelo melhor técnico do mundo, o croata Ratko Rudic. “Em 2012 ele me disse de sua vontade de ajudar o polo a crescer em um país onde não fosse muito praticado e de comandar uma equipe em que não houvesse a pressão pela medalha de ouro. Parecia um sonho”, disse Ricardo.

Não demorou para a CBDA começar a cumprir a série de exigências de Rudic para comandar a seleção, como participar de um número mínimo de competição de alto nível e ter jogadores atuando em grandes clubes.

Com o croata no comando, os resultados começaram a aparecer, e a visibilidade na mídia já aumentou “em 200%”, de acordo com Ricardo. “Todo dia tem imprensa atrás da gente”, comemora. Às vésperas dos Jogos Olímpicos, o que preocupa o dirigente é a manutenção do plano após o Rio 2016. “Precisamos de verba para fazer tudo o que queremos, mas há coisas que não dependem só da gente”, diz.

O croata Ratko Rudic: campeão Olímpico em Londres 2012 pela Croácia (Foto: Getty Images/Streeter Lecka)

Ricardo só lamenta a dificuldade de massificar o polo aquático no Brasil através das crianças. “Não é como o handebol ou o basquete. Nossas escolas não têm piscina”, afirma. Ainda assim, aposta que o sucesso da seleção possa ajudar a dar mais alguns passos em seu “trabalho de formiguinha” para popularizar o esporte. “Há três anos, eu diria que seria impossível uma medalha nos Jogos. Hoje, temos chance”, comemora.

O polo aquático acontece entre os dias 6 a 20 de agosto nos Jogos Olímpicos Rio 2016, no Estádio Aquático Olímpico (no Parque Olímpico da Barra).

Escolha suas partidas favoritas e clique para comprar ingressos: