Jogos Paralímpicos irão diminuir os rótulos sobre as pessoas
Para presidente do CPB, acompanhar as competições ajudará a mudar a percepção do público
Para presidente do CPB, acompanhar as competições ajudará a mudar a percepção do público
Andrew Parsons destaca que "a última coisa que você pensa, quando vê atletas com próteses à toda velocidade, é na deficiência" (Buda Mendes/Getty Images)
Infraestrutura esportiva e obras para a cidade, somadas a uma experiência de vida riquíssima para o público são os dois lados do que ficará dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 para a sociedade. No caso dos Paralímpicos, o destaque é “o poder da transformação das pessoas”, nas palavras de Andrew Parsons, o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e vice do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês).
“Acompanhar esses atletas tão de perto é uma experiência que muda a percepção que as pessoas têm, em relação àquelas com deficiência. Elas começam a relativizar essa questão”, diz o dirigente. “A última coisa que você pensa, quando vê atletas correndo com próteses à toda velocidade, é na deficiência – mesmo que esteja presente de forma tão escancarada”.
Os Jogos Paralímpicos, continua Andrew Parsons, ajudam a perceber que “a deficiência é uma característica da pessoa”, não mais importante e não menos importante do que outras.
“Com isso, as pessoas param de rotular um pouco. Veem que aquelas com deficiência podem ser produtivas, felizes, grandes profissionais, pais e mães, amigos... Essa percepção ajuda a relativizar o modo de ver de toda uma geração. E vamos lembrar que, no futuro, essas crianças que tiverem a chance de acompanhar os Jogos Paralímpicos serão as tomadoras de decisão no país”.
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