Jogos Olímpicos Rio 2016 vão colocar à prova grandes hegemonias do esporte
Velocistas jamaicanos, nadadores norte-americanos, ginastas russas e jogadores chineses de badminton estão entre as forças dominantes
Velocistas jamaicanos, nadadores norte-americanos, ginastas russas e jogadores chineses de badminton estão entre as forças dominantes
Recordista absouluto de medalhas Olímpicas, Michael Phelps ajudou a equipe dos Estados Unidos a vencer a prova dos 4x100m medley nas três últimas edições dos Jogos (Getty Images/Chris Hyde)
Alguns países dominam determinados esportes há tanto tempo, que às vezes parece difícil imaginar atletas de outras nações em cima do pódio. Mas, como ensina a história, todas as dinastias têm um fim.
Listamos abaixo algumas hegemonias que serão postas à prova nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Será que a soberania dessas nações vai continuar ou os espectadores vão testemunhar o nascimento de novos campeões? (Escolha seus ingressos)
Os jamaicanos dominaram os 100m rasos, prova mais veloz do atletismo, nas duas últimas edições dos Jogos, com os ouros de Usain Bolt e Shelly-Ann Fraser-Pryce em Pequim 2008 e Londres 2012. O país ocupou os três lugares do pódio feminino, em Pequim, e a primeira e segunda posição no masculino, em Londres. Os norte-americanos Justin Gatlin e Carmelita Jeter, que conquistaram medalhas em Londres 2012 e no último campeonato mundial, são os principais concorrentes dos jamaicanos.

A China ganhou 16 das 29 medalhas de ouro já concedidas no esporte. Em Londres 2012, os asiáticos tiveram domínio absoluto, conquistando os cinco ouros em disputa. A Coreia do Sul - que ganhou um ouro em Pequim 2008, esteve no pódio em Londres 2012 e ocupou as três primeiras posições no torneio de duplas masculinas no último campeonato mundial - desponta como a principal ameaça ao domínio chinês no badminton.

As norte-americanas são donas de sete ouros, conquistados nas dez edições Olímpicas que contaram com disputas femininas do esporte. E estiveram no topo do pódio desde Atlanta 1996. A França, que ficou com a prata em Londres 2012, e a Espanha, vice-campeã em Pequim 2008 e no último mundial, vão tentar quebrar o domínio dos Estados Unidos nos Jogos Rio 2016.

A Grã-Bretanha arrebatou 16 medalhas de ouro no ciclismo de pista nas duas últimas edições dos Jogos, 13 a mais que a França, segundo país com melhor desempenho no período. Além dos franceses, os ciclistas alemães, que ganharam seis medalhas em Londres 2012, são os principais rivais dos britânicos nas pistas.

Desde Atlanta 1996, quando o futebol feminino estreou nos Jogos, os Estados Unidos ganharam quatro das cinco medalhas de ouro disputadas, incluindo nas três últimas edições, e uma prata. O Japão - que venceu a Copa do Mundo em 2011 e levou a prata em Londres 2012 - é o maior obstáculo no caminho das norte-americanas, assim com o Canadá, a França e o Brasil.

Nas últimas quatro edições Olímpicas, a Rússia conquistou o ouro na ginástica rítmica nas provas individuais e por equipes. As vizinhas bielorrussas, que estiveram em todos os pódios em Pequim 2008 e Londres 2012, tentarão desbancar a soberania das russas nos Jogos Rio 2016.

A Alemanha vem dominando o hipismo CCE nas últimas edições dos Jogos Olímpicos. O país venceu as provas individuais e por equipes em Londres 2012 e Pequim 2008. A Grã-Bretanha, que ficou em segundo lugar na prova por equipes em Londres 2012 e nos Jogos Equestres Mundiais de 2014, é a principal concorrente dos cavaleiros alemães.

Das 12 medalhas de ouro disputadas desde a inclusão da luta feminina nos Jogos, sete foram para o Japão. Em Londres 2012, as japonesas foram ao topo do pódio em três das quatro categorias. A China, que tem dois ouros Olímpicos, e a Rússia, único país a tirar as japonesas do topo do pódio em Londres 2012, são suas principais adversárias.

Desde Sydney 2000, apenas atletas da Rússia conquistaram a medalha de ouro no nado sincronizado – tanto nos duetos quanto por equipes. As chinesas e as espanholas, que também foram ao pódio nas duas provas em Londres 2012, são candidatas a superar as russas nos Jogos Rio 2016.

A equipe masculina do revezamento 4x100m medley dos Estados Unidos detém uma das maiores dinastias Olímpicas. Os norte-americanos ocupam o topo do pódio na prova desde Los Angeles 1984, acumulando oito vitórias seguidas. Japão e Austrália, que conquistaram medalhas em Pequim 2008 e Londres 2012, são a principal ameaça aos nadadores norte-americanos.

Dezenove das últimas 24 medalhas de ouro do esporte foram concedidas a saltadores chineses, sendo seis delas em Londres 2012. Os Estados Unidos, que conquistaram quatro medalhas em Londres, e a Rússia, que foi ao pódio sete vezes nas duas últimas edições Olímpicas, podem surpreender os asiáticos nos Jogos Rio 2016.

Desde a inclusão do tênis de mesa nos Jogos Olímpicos, a China vem dominando o quadro de medalhas, com 24 dos 28 ouros disputados. A última vez que outro país subiu ao topo do pódio foi em Barcelona 1992. A equipe masculina da Alemanha, que levou dois bronzes em Londres 2012 e foi vice-campeã mundial, e a equipe feminina do Japão, vice-campeã Olímpica e mundial, têm grandes chances de lutar com os chineses pelo ouro.

Com 14 das 36 possíveis medalhas de ouro, a Coreia do Sul é a principal força Olímpica do esporte. Em Londres 2012, os arqueiros asiáticos venceram três das quatro provas do esporte, repetindo o desempenho de Atenas 2004 e Sydney 2000. A China, que ganhou cinco medalhas nas duas últimas edições dos Jogos, e a Itália, que levou o ouro por equipes no masculino em Londres, podem brigar pelo topo do pódio com os sul-coreanos.

Kerri Walsh e Misty May, dos Estados Unidos, saíram com o ouro nas últimas três edições dos Jogos, ficando invictas por 21 jogos. Com a aposentadoria de May após Londres 2012, Walsh vai competir nos Jogos Rio 2016 ao lado de April Ross, medalha de prata em Londres. Brasil e China serão suas principais rivais.
