Jason Smyth, o Usain Bolt Paralímpico, quer alcançar a sexta medalha de ouro no Rio 2016
O irlandês é o atleta com deficiência mais rápido de todos tempos e está no Rio para comemorar 1 ano para os Jogos
O irlandês é o atleta com deficiência mais rápido de todos tempos e está no Rio para comemorar 1 ano para os Jogos
Bi Paralímpico dos 100m e dos 200m, Jason Smyth esteve no Comitê Rio 2016 nesta segunda-feira (01) (Rio 2016/Alex Ferro)
Usain Bolt não é o único velocista que quer manter os títulos dos 100m e dos 200m rasos conquistados em Pequim 2008 e Londres 2012 nos Jogos Rio 2016. O irlandês Jason Smyth – o atleta com deficiência mais rápido do planeta – também quer escrever seu nome na história na primeira edição dos Jogos realizados na América do Sul.
“Já me compararam com o Bolt. Pra mim, é um privilégio, uma honra. Ele é um atleta incrível, dentro e fora das pistas. Mas, além de tudo, ele ainda tem os títulos do revezamento – e eu quero ajudar a equipe da Irlanda a chegar lá também”, afirmou Smyth, que competiu na categoria T13, para atletas com deficiência visual, nos últimos Jogos.
Smyth – que tem o melhor tempo da história entre atletas com deficiência: 10.46s – esteve no Comitê Rio 2016 nesta terça-feira (01), dois dias após chegar ao Rio de Janeiro, onde participará do evento de comemoração de um ano para os Jogos Paralímpicos. Seu principal compromisso será o Desafio Final, disputa que apontará os atletas com deficiência mais rápidos do mundo, entre todas as classes funcionais. A corrida será no 7 de setembro, mesmo dia em que terá início a venda dos ingressos para os Jogos Paralímpicos Rio 2016.
Um dos principais rivais de Smyth será o australian Evan O’Hanlon, outro atleta que quer defender o bicampeonato Paralímpico dos 100m e dos 200m. O recorde de O’Hanlon na classe T38 (para atletas com paralisia cerebral) é de 10.79s – tempo maior do que o de Smyth. Nada que seja suficiente para o irlandês assumir o favoritismo – pelo contrário, Smyth prefere focar na importância de um evento como esse para o Movimento Paralímpico.
“A ideia é muito boa. Na hora em que ouvi falar sobre o evento, pensei: é uma oportunidade única. Estou no esporte há 10 anos e nunca tive a oportunidade de correr contra pessoas com limitações diferentes das minhas. Será um momento de mostrar exatamente o que o paradesporto é capaz de fazer”, afirmou o atleta de 28 anos.

No último ano, Smyth foi reclassificado da classe T13 para a T12, o que significa um grau maior de limitação na visão. Mesmo na nova classe, Smyth tem tudo para chegar ao Rio com status de estrela Paralímpica.
“É muito animador pensar que estamos a apenas um ano dos Jogos, já estão muito perto, já sinto que está chegando a hora. Os Jogos do Rio serão incríveis. Estou aqui há apenas dois dias e já amo a cidade. O tempo, mesmo no inverno, é incrível. Nunca estive num lugar com tanta beleza natural e com pessoas tão gentis. Por isso tudo, acho que o Brasil será uma grande sede para os Jogos”, afirmou.