Jason Smyth e Omara Durand são os atletas Paralímpicos mais rápidos do mundo
Irlandês e cubana conquistaram o Desafio Final, entre atletas de diferentes classes; David Brown (EUA) é o mais veloz entre os cegos
Irlandês e cubana conquistaram o Desafio Final, entre atletas de diferentes classes; David Brown (EUA) é o mais veloz entre os cegos
Atletas largam para prova masculina do Desafio Final, vencida por Jason Smyth (Alex Ferro/Rio 2016)
Jason Smyth, da Irlanda, e Omara Durand, de Cuba, são os atletas com deficiência mais rápidos do planeta. O título foi conquistado com o primeiro lugar no Desafio Final de Atletismo, disputado nesta segunda-feira (07) durante o evento que celebrou o marco de 1 ano para os Jogos Paralímpicos Rio 2016, na Lagoa Rodrigo de Freitas.
A primeira prova foi a das mulheres. Para ficar com o título, a cubana Omara Durand (categoria T13, para atletas com deficiência visual), completou os 100m em 11,74s, deixando para trás suas duas rivais: a brasileira Terezinha Guilhermina (T11, deficiência visual), que chegou em segundo, com 12,24s, e a sua compatriota Yunidis Castillo (T46, para amputados), terceira colocada, com 12,48s.
“O tempo foi bom, mas sempre podemos melhorar, a meta é justamente essa: fazer melhor nos Jogos Rio 2016. Estou muito honrada de participar desse evento lindo e representativo para tantos esportes e classes dos Jogos Paralímpicos”, afirmou a vencedora, que é dona da melhor marca da história para atletas com deficiência entre todas as classes: 11,65s.

Entre os homens, duas provas foram disputadas. A final B definiu o melhor velocista cego do mundo (classe T11): o norte-americano e recordista mundial David Brown, com 11,12s, venceu o brasileiro Felipe Gomes por uma diferença de 43 centésimos de segundo.
Na final mais aguardada do dia, deu Irlanda. Com 10,73s, o “Bolt Paralímpico” Jason Smyth (T12) honrou o apelido e foi o primeiro a cruzar a linha de chegada, seguido por Richard Browne (da T44, para amputados), dos EUA, com 10,87s. O brasileiro Petrucio Ferreira (T47, para amputados) chegou apenas 0,01 segundo após o norte-americano para ficar com a terceira colocação; ao fim da prova, no entanto, caiu na pista sentindo dores na perna e saiu de ambulância para a realização de exames. Evan O’Hanlon (T38, para atletas com parailisia cerebral), da Austrália, chegou em quarto lugar e fechou a lista de competidores na final, com 11,09s.

“Foi fantástico. Estou muito feliz com o resultado, e ainda mais com a torcida de tanta gente que veio nos prestigiar. O evento foi muito bem organizado e tenho certeza de que o Rio está no caminho certo para o ano que vem”, afirmou Smyth, que se disse animado para os Jogos Paralímpicos de 2016.
Além da celebração de 1 ano para os Jogos Paralímpicos. o dia 7 de setembro marca também o início da venda dos ingressos para o evento. Ao todo, 3,3 milhões de entradas serão disponibilizadas, com preços a partir de R$ 10 - faça já o seu pedido.