Ícone do voleibol feminino brasileiro, Ana Moser conduziu a tocha Olímpica em Blumenau (SC)
Ex-atleta catarinense nasceu na cidade que sempre a incentivou a seguir na carreira esportiva e a quem ela agradeceu ao levar a chama
Ex-atleta catarinense nasceu na cidade que sempre a incentivou a seguir na carreira esportiva e a quem ela agradeceu ao levar a chama
Ana acendeu a pira da celebração no pavilhão onde acontece a Oktoberfest da cidade (Foto: Rio 2016/André Mourão)
Ícone do voleibol feminino no Brasil, Ana Moser conduziu a tocha Olímpica Rio 2016 em Blumenau (SC), sua terra natal, na terça-feira (12). A ex-atleta nasceu na cidade, que sempre a apoiou, e acendeu a pira da celebração no pavilhão da Vila Germânica, onde acontece a tradicional Oktoberfest.
Moradores lotaram o Parque da Vila Germânica para ver a passagem da tocha pelas mãos da ex-atleta (Foto: Rio2016/Andre Mourão)
“Passei a infância e a adolescência numa cidade que vivia o esporte e revelou bastante gente, não só do vôlei. Com certeza, muitos atletas que estarão nos Jogos Olímpicos Rio 2016 são de Blumenau. É uma maneira de reverenciar esse movimento todo, que foi a base da minha carreira e da minha vida esportiva. É um pedaço do Brasil no esporte”, ressalta Ana, considerada uma das maiores atacantes da história do voleibol brasileiro.
A ex-atleta cumpriu uma trajetória de 15 anos no voleibol profissional. Participou dos Jogos Olímpicos Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996, além de ter dois títulos de Grand Prix (1994 e 1996). A coroação da sua carreira veio em 2009, dez anos após sua aposentadoria, quando entrou para o Hall da Fama do Voleibol.
“É uma grande honra. Na época, só tinha a Jacque (Silva) do feminino. Minha geração ser reconhecida pela estrutura do voleibol mundial foi muito simbólico”, lembrou
Embora esteja longe das quadras há 17 anos, a ex-jogadora acompanha cada evolução da seleção brasileira. No último domingo (10), a equipe capitaneada por José Roberto Guimarães venceu o time dos Estados Unidos por 3x2 e conquistou o 11º título do Grand Prix. Para Ana, a vitória é resultado de um trabalho bem feito, mas não deve ser encarada como uma vantagem na busca pelo tricampeonato Olímpico.
Ana foi uma das maiores atacantes do voleibol feminino brasileiro (Foto: Acervo/COB)
“Os Jogos são em agosto. O Grand Prix é uma fase de preparação e o Brasil foi superbem, cumpriu o esperado. A equipe é muito experiente, de qualidade. Mas vai ter muita dificuldade. Durante os Jogos, teremos novamente os Estados Unidos, China e Rússia, que como o Brasil, estão com maiores chances de medalha. Vejo a seleção brasileira indo para a disputa muito madura e forte, vai brigar pelo ouro”, avalia.
Ana ajudou o vôlei feminino a conquistar a primeira medalha Olímpica, o bronze, em Atlanta 1996. De lá para cá, o Brasil conquistou outro terceiro lugar (Sydney 2000) e dois ouros seguidos (Pequim 2008 e Londres 2012). É a partir da sua geração que ela analisa o crescimento da equipe.
“Nossa geração deu uma cara à escola brasileira. De ataque, de variação de atletas, de técnicas. Tínhamos uma equipe que fazia bem todos os fundamentos. A geração seguinte cresceu, ficou mais alta, melhorou o bloqueio, saque, defesa. Evoluiu e se tornou quase imbatível nesses dois últimos ciclos olímpicos”, observa Ana.