Hegemonia americana, ascensão britânica e melhor campanha do Brasil
Veja o balanço do quadro de medalhas dos Jogos Rio 2016
Veja o balanço do quadro de medalhas dos Jogos Rio 2016
Mais uma vez, o nadador Michael Phelps foi o destaque da delegação mais vitoriosa dos Jogos (Foto: Getty Images/Al Bello)
Ficar à frente no quadro de medalhas já é rotina para os Estados Unidos. Essa foi a 17ª vez em que os americanos terminaram em primeiro lugar. No Rio 2016, eles conquistaram 121 medalhas (46 de ouro, 37 de prata e 38 de bronze). Muito desse sucesso se deveu ao desempenho de três atletas: os nadadores Michael Phelps e Katie Ledecky e a ginasta Simone Biles. Juntos, eles ganharam 13 medalhas de ouro, duas de prata e uma de bronze. Se fossem um país à parte, ficariam em sexto lugar, à frente do Japão, potência esportiva e sede dos próximos Jogos Olímpicos. Com cinco ouros e uma prata, Michael Phelps aumentou a vantagem na lista dos maiores medalhistas de todos os tempos. Agora, ele tem 28 medalhas, 23 delas de ouro.
Queridinha, Simone Biles ganhou quatro ouros e um bronze (Foto: Getty Images Alex Livesey)
A Grã-Bretanha confirmou a ascensão. Décimo colocado em Atenas 2004, o país subiu para o quarto lugar em Pequim 2008, ficou em terceiro em Londres 2012 (quando recebeu os Jogos) e terminou em segundo no Rio 2016, com 67 medalhas, 27 delas de ouro. É o melhor desempenho desde 1908, quando sediou os Jogos pela primeira vez, e liderou o quadro, com 144 medalhas (56 delas de ouro). O casal Jason Kenny e Laura Trott ganhou cinco das dez medalhas em disputa no ciclismo de pista, esporte totalmente dominado pelos britânicos.
Jason e Laura levaram cinco ouros para a casa (Foto: Getty Images/Bryn Lennon)
O bom resultado britânico ainda teve a contribuição inesperada de esportes como o hóquei sobre grama, que não era considerado favorito ao ouro na decisão feminina contra os Países Baixos.
(Foto: Getty Images/Clive Rose)
A China, campeã em casa nos Jogos Pequim 2008, caiu para segundo em Londres 2012 (superada pelos Estados Unidos) e terminou em terceiro no Rio 2016. Nos saltos ornamentais, os chineses ficaram com sete dos oito ouros distribuídos.
Dobradinha chinesa: Tingmao Shi e Zi He ficaram com ouro e prata no trampolim de 3m (Foto: Getty Images/Clive Rose)
Na melhor participação da história, o Brasil ficou em 13º lugar, com 19 medalhas (duas a mais que em Londres 2012, o recorde anterior), sendo sete de ouro (duas a mais que em Atenas 2004). O canoísta Isaquias Queiroz se tornou o primeiro atleta do país a conquistar três medalhas numa única edição dos Jogos, com duas pratas e um bronze. Foi a primeira vez que o Brasil subiu ao pódio na canoagem velocidade. O esporte se desenvolveu depois da contratação do treinador espanhol Jesús Morlán, que montou um centro de treinamentos em Lagoa Santa (MG).
Isaquias Queiroz (à esquerda), em companhia de Jesús Morlán e de Erlon de Souza, parceiro dele na conquista da prata na canoa dupla 1000m
Os Jogos Rio 2016 também consagraram Thiago Braz, primeiro campeão Olímpico brasileiro no salto com vara, e os esportes coletivos, muito populares no Brasil. Alison e Bruno Schmidt retomaram a hegemonia do país no vôlei de praia, depois de 12 anos. Mesma situação do voleibol masculino, que também havia sido campeão pela última vez em Atenas 2004. O futebol, esporte que já deu cinco títulos mundiais para o Brasil, conseguiu uma inédita medalha de ouro Olímpica, muito festejada pela torcida.
Neymar foi um dos heróis da conquista brasileira no futebol (Foto: Getty Images/Laurence Griffiths)
Quem também fez muita festa foram os países que conquistaram a primeira medalha da história Olímpica, no Rio: Fiji, Jordânia e Kosovo, todas de ouro. Outras cinco delegações, que já tinham medalha, conseguiram subir ao alto do pódio pela primeira vez: Bareine, Porto Rico, Singapura, Vietnã e Tadijquistão. Os Jogos Rio 2016 tiveram o maior número de delegações. Foram 207, incluindo o time de refugiados e a equipe de atletas independentes.
A seleção de Fiji fez história no rugby (Foto: Getty Images/David Rogers)