Handebol define grupos dos torneios nos Jogos Rio 2016
Sistema do sorteio permitiu que Brasil pudesse escolher a melhor combinação de adversários na primeira fase dos Jogos Olímpicos
Sistema do sorteio permitiu que Brasil pudesse escolher a melhor combinação de adversários na primeira fase dos Jogos Olímpicos
Seleções feminina e masculina do Brasil já sabem quem vem pela frente na fase de grupos (Getty Images/Al Bello)
As seleções nacionais de handebol masculino e feminino que vão participar do torneio Olímpico dos Jogos Rio 2016 conheceram nesta sexta-feira (29) os grupos que vão integrar na competição. Técnicos e dirigentes estiveram na cerimônia de sorteio, realizada na Arena do Futuro, e o sistema teve uma particularidade: o Brasil pode escolher qual grupo preferia integrar.
No feminino, o treinador Morten Soubak optou pelo o Grupo A - com Noruega, Romênia, Montenegro, Espanha e Angola. No masculino, Jordi Ribera colocou o Brasil no B – que terá Polônia, Eslovênia, Suécia, Alemanha e Egito. Os dois tiveram apenas dois minutos para anunciar a decisão, depois de conhecerem os prováveis adversários.
Quem estava no sorteio saiu com uma convicção: a de que qual fosse a combinação, os confrontos na fase de classificação seriam complicados. “Nosso grupo foi um pouco mais difícil. Não esperávamos o Brasil no Grupo A, mas isso fará as coisas mais interessantes para a competição", disse o secretário-geral da Confederação de Handebol de Montenegro, Emir Beslija.
“O nível de cada equipe é tão alto que vai ser o dia (inspiração) que vai definir quem vai ganhar”, disse o técnico da seleção brasileira feminina, Morten Soubak. Ele fez mistério sobre os motivos que o levaram a escolher o grupo A do torneio Olímpico. “Mas não foi porque eu queria jogar com alguma equipe e não com outra”.
“Garanto que a palavra ‘tranquilo’ não entra em nenhum momento na conversa”
Morten Soubak, sobre os grupos do handebol Olímpico feminino

Per Bertensen e Zezé Sales definiram a sorte das equipes femininas do handebol no Rio 2016 (Foto: Divulgação Rio 2016)
A avaliação contou com o apoio da ex-jogadora brasileira Zezé Sales, responsável pelo sorteio da chave feminina ao lado de Per Bertensen, chefe da Comissão de Organização e Competição da Federação Internacional de Handebol (IHF). “A gente vai pegar a última campeã Olímpica, a Noruega, que é uma das equipes favoritas, mas nós (brasileiras) também somos."
“A gente sabia que seria difícil (a chave brasileira). Se fosse fácil não valeria a pena”.
Zezé Sales, ex-jogadora de handebol, comentando a chave feminina
Jordi Ribera diz que elaborar estratégias para escolher o melhor grupo no torneio Olímpico masculino não era fácil por causa da qualidade técnica das equipes envolvidas. O processo envolveu o estudo dos possíveis adversários e seus resultados recentes. “Tentamos encontrar afinidades. Detalhes que pudessem nos ajudar a escolher as equipes que nos dessem as melhores possibilidades e também pensamos nos cruzamentos que viram depois”.
“Temos dois objetivos (nos Jogos): a classificação e depois brigar por medalhas”
Jordi Ribera, falando das metas da seleção brasileira masculina de handebol no Rio 2016
Bruno Souza, ex-jogador e campeão pan-americano pela seleção brasileira, participou do sorteio ao lado do vice-presidente da IHF, Miguel Roca. Para ele, seria difícil uma combinação que resultasse em adversários mais tranquilos para o Brasil na primeira fase.
“É diferente dos Campeonatos Mundiais porque qualquer grupo é muito difícil”
Bruno Souza, ex-jogador e campeão pan-americano comentando a chave masculina
O sorteio também contou com a presença do diretor-executivo de Esportes do Rio 2016, Agberto Guimarães e do diretor de Esportes do Comitê, Rodrigo Garcia.