Gritos “demarcam” quadra e batidas na trave orientam atacantes no futebol de 5
Jogadores com deficiência visual ouvem os guizos das bolas, mas também técnicos, goleiros, orientadores e até um locutor de árbitro
Jogadores com deficiência visual ouvem os guizos das bolas, mas também técnicos, goleiros, orientadores e até um locutor de árbitro
Brasil e Argentina são os adversários mais tradicionais do futebol de 5 (Tom Shaw/Getty Images)
Não apenas nos esportes individuais, mas também nos coletivos, há “ferramentas sensoriais” para atletas que praticam esportes Paralímpicos. No futebol de 5, os atletas com visão comprometida são guiados por bolas com guizos, mas também pelos gritos dos técnicos; do goleiro, que não é deficiente visual; e do “chamador” – que fica atrás do gol adversário, orientando o ataque de seu time com batidas na trave para os chutes a gol.
A quadra de futebol de 5 é dividida em terços. Quando a bola está nos terços próximos aos gols, os gritos são dos chamadores e dos goleiros. Quando está no terço do meio, são os técnicos das duas equipes que podem gritar instruções a seus atletas.
José Antônio Ferreira Freire dirige a seleção brasileira e explica que é necessária interação total entre o técnico e o chamador, normalmente o preparador físico do time. Taticamente a atuação é conjunta, desde os treinamentos.
No jogo, o chamador também é encarregado de bater na trave com uma peça de metal ou uma pedra para orientar, pelo som, onde seu jogador deve chutar (lado esquerdo, direito, meio), no caso de cobrança de falta ou pênalti.Há ainda o grito de um jogador da defesa, de “voy!” (vou, em espanhol), obrigatório, para avisar que está avançando em direção à bola, para evitar choque com o atacante.
O locutor de árbitro narra aos jogadores o que o está sendo assinalado. São proibidos, por exemplo, assobios por parte dos técnicos, para não confundir com o apito.
A quadra tem bandas laterais com 1,30 m de altura, para a bola bater e voltar ao jogo. A bola tem guizos costurados entre o couro e a câmara de ar. No Parapan de Toronto, diz o técnico brasileiro, foi usada uma bola dinamarquesa.
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