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Um mundo novo

Grandes nomes do esporte conduziram tocha Olímpica em Campinas

Por Elis Bartonelli

Maurício Lima e André Heller. do voleibol, Maria Helena, pioneira como técnica no basquete, e Daniel Dias, da natação Paralímpica, quebraram barreiras em suas modalidades

Grandes nomes do esporte conduziram tocha Olímpica em Campinas

Maurício falou das expectativas para a seleção brasileira do esporte que o consagrou (Rio2016/Andre Mourão)

A passagem do revezamento da tocha Rio 2016 por Campinas, no interior de São Paulo, nesta quarta-feira (20), foi marcada pela presença de grandes nomes do esporte que quebraram barreiras e escreveram seus nomes na história Olímpica brasileira.

Maurício Lima foi levantador da seleção brasileira de voleibol que trouxe o primeiro ouro na modalidade para o país, em Barcelona 1992. Em Atenas 2004, ele repetiu o feito. O ex-atleta foi um dos condutores da tocha.

Foto: Rio2016/Andre Mourão

“O esporte é uma ferramenta de inclusão social e pode agregar muitos fatores: força, união, companheirismo. Que nós possamos fazer um mundo melhor através dele. Fico muito feliz de conduzir a chama da esperança, da união, da paz, da confraternização”, destaca Maurício.

Ao todo, Maurício participou de cinco edições de Jogos Olímpicos. Com sua experiência, ele avalia o que nível de algumas seleções é bastante alto, o que faz com que o Brasil não seja favorito ao ouro. 

Veja de perto alguns dos maiores astros dos Jogos Rio 2016

“Nosso time é muito bom, vai brigar por medalha. Mas tem grandes adversários: Rússia, Polônia, Estados Unidos. A seleção pode ser campeã, mas também pode ficar em 4º, 5º lugar, porque a competição é muito grande”, analisa.

Companheiro de equipe de Maurício em Atenas 2004, André Heller  disputou três Jogos Olímpicos e foi seis vezes campeão da Liga Mundial de Voleibol. Aposentado das quadras desde Pequim 2008, quando ajudou a seleção a conquistar a prata, o ex-central hoje é coordenador técnico do time Vôlei Brasil Kirin.

“Fui transformado pelo voleibol. Conheci minha mulher através do esporte e é por meio dele que eu educo a minha filha”, comenta Heller.

Foto:Rio2016/Andre Mourão

O destaque feminino da noite foi Maria Helena Cardoso, que escreveu seu nome na história do basquetebol feminino como jogadora e como técnica do time. A ex-atleta fez parte da geração que brilhou nas décadas de 1960 e 1970 e sua atuação foi fundamental na conquista da medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos Cali 1971. Vinte anos mais tarde, foi a primeira mulher a comandar a seleção feminina, nos Jogos Olímpicos Barcelona 1992.  A edição marcou a estreia do time na competição.

“Devo isso a muito trabalho e muita superação. Sempre fomos discriminadas, mas tínhamos que provar a competência no dia a dia. Isso se mede na capacidade, estudo, dedicação. Dediquei a minha vida ao basquete, não me arrependo de nada do que fiz. Sou muito feliz por isso”, frisa a ex-técnica.

Foto: Rio2016/Andre Mourão

Para Maria Helena, o basquetebol mudou muito em todo o mundo. Ela aposta suas fichas no trabalho das atletas do Brasil, mas alerta que é preciso uma pitada de sorte para chegar ao pódio.

“O incentivo da torcida brasileira poderá ajudar muito a nossa seleção feminina. Elas precisam de um bom resultado, porque tiveram a dificuldade de vir depois de uma geração vencedora. Carregam esse peso de ter que provar que também são boas. Vamos torcer muito para que o Brasil possa ter um bom resultado”, ressalta.

Maior medalhista

Daniel Dias é o maior medalhista paralímpico brasileiro: são 15 medalhas conquistadas em apenas duas edições dos Jogos -Pequim 2008 e Londres 2012 - dez delas, douradas. Ele também foi um dos destaques do revezamento da tocha em Campinas.

Acompanhe de perto a performance dos maiores medalhistas Paralímpicos

“Para mim, esse símbolo representa a alegria. Muitas pessoas acham que o esporte Paralímpico se trata apenas de superação, mas isso é comum em qualquer esporte. O diferencial do esporte adaptado é a alegria", disse o nadador, que aproveitou para fazer um convite para a torcida brasileira no Rio 2016. "Compareçam porque não vão se arrepender. Lá não tem coitadinho, o bicho pega mesmo", afirmou.