Grandes nomes do basquetebol brasileiro, Magic Paula e Marcel conduziram tocha Olímpica em Jundiaí
Ex-atletas começaram a carreira na cidade do interior de São Paulo e relembraram da trajetória ao levarem a chama
Ex-atletas começaram a carreira na cidade do interior de São Paulo e relembraram da trajetória ao levarem a chama
(Rio2016/Marcos de Paula)
Fundamental na carreira de duas das maiores personalidades do basquetebol brasileiro, a cidade de Jundiaí, no interior de São Paulo, recebeu o revezamento da tocha Olímpica Rio 2016 nesta quinta-feira (21), onde Magic Paula e Marcel de Souza conduziram a chama.
Paula chegou à Jundiaí com apenas 14 anos, quando despontava no esporte. A ex-atleta dedicou 28 anos da sua vida à modalidade e ajudou a seleção brasileira a brilhar nas quadras.
“Sempre achamos que chegamos ao fim da linha, que já vivemos todas as emoções possíveis. Quando imaginávamos um dia sediar os Jogos Olímpicos, fazer parte deste momento tão importante, conduzir a tocha, ser o caminho da chama que chega ao estádio no dia 5 de agosto? Acho que é mais uma marquinha que fica na história e na memória da gente”, disse.
A geração de Paula marcou a década de 1990, ao trazer para o Brasil três medalhas importantes para basquetebol feminino. A ex-armadora e ex-ala da seleção participou da conquista do primeiro lugar nos Jogos Pan-Americanos Havana 1991 e da primeira medalha de ouro no Campeonato Mundial de Basquetebol, na Austrália, em 1994. A ex-jogadora também foi uma das peças-chave do time que levou a primeira medalha da modalidade em Jogos Olímpicos. A equipe, liderada por Paula e Hortência, foi prata em Atlanta 1996.
“Estávamos em um momento de maturidade do grupo. Sabíamos que duas andorinhas não iam fazer verão, precisávamos ter um time competitivo com peças que colaborassem. A conquista do Mundial em 1994 nos deu confiança e maturidade naquela hora”, explicou.
Quatro anos depois da prata, a seleção levou o bronze em Sydney 2000, já sem Magic Paula no time. Desde então, a equipe não ocupou mais o pódio em Jogos Olímpicos. Paula indica o caminho para o Brasil chegar à medalha de ouro: trabalhar com mais carinho, com renovação e fazer um trabalho que prepare as atletas para o alto nível dos Jogos. A ex-jogadora torce para que as atuais integrantes da seleção surpreendam no Rio 2016 e aposta em Érika e Clarissa como os dois destaques do grupo.
“Ficamos na torcida para que elas nos surpreendam, possam fazer bonito no técnico, tático e no mental. Se isso acontecer, vai ser mérito delas”, explica.
Foto: Rio2016/Marcos de Paula
Jundiaí também é a casa do ex-jogador Marcel de Souza, que integrou a seleção brasileira durante 18 anos. Competiu em cinco edições dos Jogos Olímpicos (Moscou 1980, Los Angeles 1984, Seul 1988 e Barcelona 1992) e alcançou o título de segundo maior “cestinha” da seleção brasileira, com mais de 5.000 pontos feitos. O ex-atleta participou da conquista do ouro nos Jogos Pan-Americanos Indianápolis 1987 e do bronze no Campeonato Mundial de Basquetebol, nas Filipinas, em 1978.
"Sempre vivemos o esporte aqui em Jundiaí. Conduzir a tocha me enche de alegria e coroa uma carreira tão sacrificada. Era um dos marcos que faltava na minha trajetória", comentou.