Gaúchos Olímpicos conduzem tocha na expectativa do Rio 2016
Celeiro de atletas, Rio Grande do Sul tem representantes experientes e novatos em Jogos Olímpicos
Celeiro de atletas, Rio Grande do Sul tem representantes experientes e novatos em Jogos Olímpicos
(Rio2016/Andre Mourão)
A passagem do revezamento da tocha Olímpica Rio 2016 por Porto Alegre (RS) contou com a participação de atletas que vão representar o Brasil nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Os esportistas deram um tempinho nos treinos para conduzir a chama na capital gaúcha. Foi um “aquecimento” diferente para quem está contando os dias para o início da disputa.
O judoca Felipe Kitadai representa o Brasil pela segunda vez nos Jogos Olímpicos, categoria peso ligeiro. Na estreia, em Londres 2012, ele conquistou o bronze e aposta que seu desempenho será ainda melhor em 2016. A medalha foi a primeira do Brasil na edição Olímpica.
“Hoje, eu almejo mais alto. A menos de um mês dos Jogos, a preparação se intensifica, e todo mundo é um adversário em potencial. Já mostrei na última olimpíada que não existe favorito, e eu vou lá para ganhar”, garante ele.
Quem também trouxe um bronze no judô de Londres 2012 e está a todo vapor na preparação para a disputa no Rio de Janeiro é Mayra Aguiar, que luta na categoria 78kg.
“Estamos a pouco tempo do início dos Jogos, com bastante foco para isso. É uma emoção atrás da outra, temos que conseguir controlar tudo isso, mas vou aproveitar esse momento que é único levá-lo para o resto da vida”, conta.
Mayra "conquistou" a tocha em sua cidade (Rio2016/Andre Mourão)
A nadadora natural de Pelotas (RS), Graciele Herrmann se classificou para os Jogos nos 50m Livre Feminino. Depois de representar o Brasil em Londres 2012 e ganhar duas medalhas de prata nos Jogos Pan-Americanos Guadalajara 2011 e um bronze em Toronto 2015, ela diz que vai estar acolhida na hora das provas.
“Participar dos Jogos Olímpicos Londres 2012 já foi incrível. Competir em casa, ainda mais depois de conduzir a tocha Olímpica, vai ser uma emoção maior ainda. Em Londres, me senti um peixinho for a d’água. Mas no Rio, com toda a estrutura e a arquibancada lotada de brasileiros, com certeza vou nadar mais rápido”, afirma.
Graciele conta com a torcida brasileira (Rio2016/Andre Mourão)
Oito anos depois de conquistar, ao lado de Isabel Swan, a primeira medalha da vela feminina brasileira em Jogos Olímpicos, Fernanda Oliveira segue o rumo à sua quinta participação nos Jogos. A medalha de bronze alcançada em Pequim 2008, segundo ela, é a lembrança mais forte que tem das competições.
"Competir em casa vai ser uma emoção diferente, acho que só vai dar para saber na hora. Hoje foi só o aquecimento. É um momento rápido, mas que se eterniza”, comenta.
Fernanda levou o experiente sorriso Olímpico para a condução da tocha (Rio2016/Andre Mourão)
O canoísta Edson Silva foi medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos Rio 2007 e duas vezes prata em Toronto 2015. Na expectativa de que o Brasil chegue às finais do Rio 2016, ele avalia o avanço do esporte no país.
“Conseguimos duas vagas para os Jogos Olímpicos, isso já é algo fantástico. Nunca podemos dizer que não temos chances de medalha, mas será difícil. Vários países serão difíceis de bater, como Inglaterra, Espanha, Eslováquia e Rússia. Mas nos 200m de canoagem sempre temos várias surpresas. Por exemplo, o campeão da categoria dos K1 200m dos Jogos Olímpicos de Londres estará fora da competição nesse ano”, comenta.
Edson foi só emoção ao conduzir a chama Olímpica (Rio2016/Andre Luiz Mello)
Esgrimistas
Guilherme Toldo também vai para os Jogos Olímpicos, assim como Jovane Guissone, campeão Paralímpico em Londres 2012, para os Paralímpicos. Classificado para as provas de florete da esgrima Toldo teve uma prévia do que o espera em apenas um mês. "A esgrima é um esporte completo: muito rápido e que gera muita competitividade. Com certeza quem for assistir vai gostar e nós precisamos muito do apoio da torcida".
A parceria entre os dois esportistas é antiga. Jovane e Guilherme treinam pelo mesmo clube na cidade e já lutaram juntos como exercício para os dois.
“Quando jogamos com um atleta sem deficiência, é proveitoso para os dois lados. Trabalha o condicionamento físico do cadeirante e o andante também tem benefícios com isso”, explica Jovane, que deve passar alguns dias treinando com andantes antes do início dos Jogos.
Jovane reproduziu movimentos da esgrima na condução (Rio2016/Andre Mourão)