Futebol perde Johan Cruyff aos 68 anos
Astro do Carrossel Holandês não resistiu a um câncer no pulmão, diagnosticado em outubro
Astro do Carrossel Holandês não resistiu a um câncer no pulmão, diagnosticado em outubro
Cruyff sobre pênalti no primeiro minuto da final da Copa do Mundo Alemanha 1974 (Getty Images)
O futebol mundial perdeu um dos seus grandes ídolos nesta quinta-feira (24), com a morte de Johan Cruyff, o principal astro do Carrossel Holandês, como ficou conhecida a seleção dos Países Baixos na década de 1970, aos 68 anos. Fumante por boa parte de sua vida, ele não resistiu a um câncer no pulmão, diagnosticado em outubro de 2015.
Além de brilhar em sua seleção nacional - vice-campeã da Copa do Mundo de 1974 com seu esquema de jogo revolucionário que pregava o “futebol total”, sem posições fixas para os jogadores -, Cruyff viveu grandes momentos, como jogador e técnico, especialmente por dois clubes: o Ajax, de seu país natal, e o Barcelona, da Espanha.

Dentro das quatro linhas, foi tricampeão consecutivamente da Copa dos Campeões da Europa (71/72/73) pelo Ajax e seis vezes campeão holandês. Foi contratado pelo Barcelona, onde teve papel decisivo no fim do jejum de 14 anos sem vencer o Campeonato Espanhol – em uma campanha que incluiu uma goleada por 5 a 0 sobre o Real Madrid no estádio do rival.
A carreira como treinador também começou no Ajax, em 1986. No ano seguinte, conquistou a Recopa da Europa, e em 1988 foi contratado pelo Barcelona como treinador, onde ficou até 1996. No período, foram quatro títulos espanhóis, um da Recopa, e a primeira Liga dos Campeões da Europa do clube catalão, em 1992.
Entre seus comandados no Barça esteve o medalhista Olímpico Romário, que falou sobre o antigo treinador em suas mídias sociais.
Acordamos com a triste notícia da morte do meu amigo holandês Johan Cruyff. Tive o privilégio de tê-lo como treinador...
Publicado por Romário Faria em Quinta, 24 de março de 2016
Campeão do mundo pela seleção brasileira na Copa do Mundo EUA 1994, Carlos Alberto Parreira também lamentou a morte de Cruyff. "Como jogador, Cruyff foi o símbolo da modernidade, capaz de desempenhar múltiplas funções, sempre com elegância e competência. E quando parou de jogar, desenvolveu, como técnico, o conceito do futebol total, que consistia em ousadia e intensidade. Provou que era possível não deixar o adversário jogar sem que para isso fosse necessário parar as jogadas com faltas. Colocava até sete jogadores no campo de ataque, iniciando a marcação na saída de bola do oponente", afirmou Parreira, membro do Grupo de Estudos Técnicos da Fifa nos Jogos Rio 2016.