Fernando Scherer aposta em medalha para a natação brasileira
Ex-nadador conduz a tocha Olímpica em Florianópolis e revela confiança em Thiago Pereira e Bruno Fratus
Ex-nadador conduz a tocha Olímpica em Florianópolis e revela confiança em Thiago Pereira e Bruno Fratus
Duas vezes medalhista Olímpico, Xuxa conduziu a tocha pelas ruas de Florianópolis (Foto: Rio 2016/André Mourão)
Especialista nas provas dos 50 e 100 metros livre, o ex-nadador Fernando Scherer é uma das principais referências da história da natação brasileira. Conhecido como Xuxa, ex-o atleta de 41 anos conquistou duas medalhas Olímpicas de bronze, a primeira em Atlanta 1996, nos 50m livre, e a segunda em Sydney 2000, no revezamento 4x100m. Neste domingo (10), ele voltou a fazer parte da maior festa do esporte mundial ao conduzir a tocha Olímpica pelas ruas de sua cidade natal, Florianópolis (SC).
“Não existe orgulho maior do que participar desta festa que são os Jogos carregando a chama. Já que não posso mais competir, é uma honra representar a minha cidade”, celebra Xuxa.
A menos de um mês para o início dos Jogos Rio 2016, o ex-nadador demonstra confiança na equipe brasileira que vai disputar a competição. Em sua avaliação, apesar de o grupo ser formado por atletas em evolução, que atingirão seu ápice em Tóquio 2020, é possível sonhar com a conquista de medalhas no Estádio Aquático Olímpico.
“A equipe de natação é nova e muito forte. De experientes, temos o Thiago Pereira e a Joanna Maranhão. Mas certamente teremos medalha com o Bruno Fratus ou com o Thiago. Aposto nos dois”, releva o ex-nadador.
Além das medalhas Olímpicas, Xuxa acumula nove medalhas nos Jogos Pan-Americanos – sete de ouro, uma de prata e uma de bronze – e quatro ouros e uma prata no Campeonato Mundial de Natação em Piscina Curta. Em 1998, ele foi eleito o melhor nadador do mundo pela Federação Internacional de Natação. O currículo vitorioso fez do catarinense uma referência para jovens nadadores do país.
“O principal não é ser inspiração para os que vieram, mas sim inspirar os atletas que ainda estão por vir e também as pessoas que não praticam a natação. As histórias por trás das medalhas e da natação são muito bonitas, as pessoas conseguem enxergar seus dias, suas dificuldades nelas. E as novas gerações viram que era possível conquistar uma medalha Olímpica, que era possível levar uma medalha de ouro. Assim, vamos quebrando barreiras”, observa.
Ao lado de Gustavo Borges, Xuxa foi um ícone do esporte no Brasil na década de 1990. De lá para cá, a natação brasileira deu um salto e conquistou mais respeito e reconhecimento. Mas o crescimento, segundo ele, não está diretamente ligado às medalhas alcançadas.
“O que fez a natação crescer foi o apelo da mídia. Com isso, o esporte ganhou mais patrocinadores e passou a ser reconhecido como uma modalidade que trazia medalhas. Eu e Gustavo éramos rivais e isso tinha apelo nos jornais e na TV. Eu diria que toda a geração dos anos 90 foi responsável por esse crescimento”, explica.
Xuxa abandonou as piscinas em 2007, devido a lesões que o impediam de competir. Nove anos depois da aposentadoria, o ex-nadador, que atualmente é comentarista esportivo, garante já ter se habituado à distância das competições.
“Parei na hora certa, não tinha mais condições de competir. Se você não consegue mais treinar para conquistar o ouro, é melhor parar ou poderá ficar frustrado. No início, senti muita falta da competição, da adrenalina, de subir no bloco e estar na pegada para a vitória. Mas já passou, nem parece que nadei. Estou em outra fase da vida e já a aceitei”, finaliza.