Fenômeno Katie Ledecky derruba recorde e ganha ouro nos 400m livre
No revezamento 4x100m, Michael Phelps ganhou sua primeira medalha nos Jogos Rio 2016
No revezamento 4x100m, Michael Phelps ganhou sua primeira medalha nos Jogos Rio 2016
Katie Ledecky se emociona após bater o recorde mundial dos 400m livre (Foto: Getty Images/Clive Mason)
Impressionar o mundo virou uma coisa banal para a americana Katie Ledecky. Com apenas 19 anos de idade, o mais novo fenômeno da natação mundial chocou o Estádio Aquático Olímpico na noite deste domingo (7) ao pulverizar o recorde mundial dos 400m livre e ganhar a medalha de ouro. A noite também ficou marcada pelo primeiro ouro do astro Michael Phelps nos Jogos Rio 2016, o 19º de sua incrível carreira.
Ledecky, campeã Olímpica nos 800m livre em Londres 2012 e dona de cinco ouros no último Campeonato Mundial, em 2015, e quatro na edição anterior, em 2013, nadou para 3min56s46, baixando em quase dois segundos a marca anterior, que era dela própria (3min58s47).
A nova campeã Olímpica dos 400m teve mais de quatro segundos de vantagem para a segunda colocada, a britânica Jazz Carlin, que marcou 4min01s23. O bronze foi para Leah Smith, também dos Estados Unidos, com o tempo de 4min01s92.
“Este tempo foi a meta que tracei depois do Mundial de 2013. É muito bom ter alcançado essa marca. Quase consegui o tempo de manhã. Fiz uma prova muito parecida na final, mas consegui ser mais rápida na última volta. Sou só alegria agora”, comemorou a campeã.
Primeiros a entrar na piscina, Phelps e Caeleb Dressel comemoram o ouro dos Estados Unidos no revezamento (Foto: Getty Images/Clive Mason)
Outro fenômeno das piscinas, Phelps ajudou a equipe masculina do revezamento 4x100m a voltar ao topo do pódio após ter perdido o ouro para a França em Londres 2012. Foi o 23º pódio de Phelps, maior medalhista da história dos Jogos, e seu 19º ouro nas piscinas.
O astro foi o segundo integrante da equipe americana a entrar na piscina e fez a diferença em favor dos Estados Unidos. Phelps entrou na água dois décimos de segundo atrás da equipe da França e saiu da piscina deixando a equipe americana com quase um segundo de vantagem em relação à Austrália, então segunda colocada.
"Foi incrível. Eu estava no bloco de partida esperando Caeleb (Dressel) chegar e parecia que meu coração ia explodir no meu peito. O nível de empogação que senti das arquibancadas, acho que nunca vi nada como isso. Queríamos muito voltar a vencer esta prova", comemorou a lenda das piscinas.
A equipe terminou a prova com o tempo de 3min09s92 e foi seguida no pódio pela França, que fechou com 3min10s53 e ficou com a prata, e pela Austrália, que levou o bronze com 3min11s37.
Nas outras duas finais da noite, mais recordes mundiais foram abaixo. Nos 100m borboleta do feminino, a sueca Sarah Sjostrom fez a melhor marca do mundo ao nadar para 55s48. A prata foi para a canadense Penny Olesiak, que marcou 56s46, e o bronze para a americana Dana Vollmer, com o tempo de 56s63.
Nos 100m peito masculino, o britânico Adam Peaty baixou a marca que tinha alcançado nas eliminatórias e ganhou o ouro com o novo recorde mundial de 57s13. O sul-africano Cameron van der Burgh ficou com a prata com o tempo de 58s69 e o americano Cody Miller levou o bronze com 58s87. Os brasileiros João Gomes e Felipe França disputaram a final e terminaram em quinto e sétimo lugares, respectivamente.
Nesta segunda, estarão em jogo medalhas nos 100m peito feminino, 200m livre masculino e 100m costas nos dois gêneros.