Família Luz tem a receita de como criar atletas Olímpicos do basquetebol
Pré-convocado para o Rio 2016, Rafael está perto de ser o terceiro integrante do clã a participar dos Jogos, após as irmãs Helen e Silvia
Pré-convocado para o Rio 2016, Rafael está perto de ser o terceiro integrante do clã a participar dos Jogos, após as irmãs Helen e Silvia
No currículo, irmão caçula da família Luz tem como principal conquista a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos (Foto: CBB/Gaspar Nóbrega)
Quando o técnico Rubén Magnano anunciou, na última sexta-feira (10), os 14 atletas brasileiros que participarão dos treinos do basquetebol masculino para os Jogos Rio 2016 – dois ainda serão cortados para compor a lista final de 12 –, um sobrenome conhecido chamou a atenção: Luz. Rafael é de uma família que já tem duas medalhistas Olímpicos, e o caçula trabalha forte para ser o terceiro.
Rafael é filho de Nelson Luz, o Morto (o apelido vem da canseira que ele dava nos adversários na época de jogador), técnico de basquetebol. O treinador teve seis filhos: Cintia, Helen, Silvinha, Nelson, Sully e Rafael, todos com serviços prestados à seleção brasileira. Nelson e Sully atuaram nas equipes de base, e os outros quatro irmãos chegaram ao time principal adulto. Helen foi medalhista de bronze nos Jogos Sydney 2000, além de campeã mundial em 1994. Silvinha foi bronze em 2000 e prata em Atlanta 1996. Agora chegou a vez de Rafael.
Rafael está confiante em manter o bom nome dos Luz nos Jogos Olímpicos (Foto: CBB/Gaspar Nóbrega)
O caçula dos irmãos Luz está bastante otimista em passar pelo último obstáculo que o separa do sonho Olímpico. “Acho que são muito boas as minhas possibilidades de integrar o grupo final. Tenho sido convocado e feito bons jogos”, diz. E a responsabilidade de manter o bom nome da família na seleção não o assusta. “Para mim é uma oportunidade. Mas sei que será difícil fazer o que elas fizeram (conquistar medalhas) ”.
Rafael até que tentou outros esportes quando mais jovem, mas o DNA basqueteiro da família falou mais alto. “Eu era um molecão cheio de energia, então joguei futebol, futsal, fiz natação e jiu-jitsu. No fim, não teve jeito, foi natural", afirma o jogador sobre sua opção final pelo basquetebol.
Nelson, o patriarca, e o filho, que vai mantendo a tradição familiar (Foto: CBB/Divulgação)
Rafael não tem problema em revelar o segredo de família para criar atletas de alto rendimento. “O segredo é vontade. Somos uma família com vontade de vencer”. Além da interferência de Morto, que se orgulha de ter treinado todos os filhos e ensinado a eles os primeiros fundamentos no basquetebol. “Meu pai morava fora, mas sempre que estávamos juntos ele me levava para treinar. Passava treinos, exercícios, melhorava cada detalhe. Depois, quando montou o time feminino em Jundiaí (cidade próxima a São Paulo), sempre que dava eu treinava com as jogadoras".
Helen (esq.) e Silvinha (dir.) já têm lugar na história do esporte (Fotos:Getty Images/Harry How e Doug Pensiger)
As irmãs medalhistas, Helen e Silvinha, também tiveram um papel importante na formação de Rafael. “Já fui muito paparicado. Agora menos, porque tenho sobrinho”, brinca. “Elas sempre me passaram dicas e acompanham meus jogos quando podem. Nunca houve qualquer tipo de cobrança delas ou de qualquer outra pessoa da família. As correções vinham em forma de conselho, um toque”.
A influência maior das irmãs, segundo o jogador, foi no comportamento fora de quadra. “Sempre quis entender o porquê de elas serem tão queridas e respeitadas por todos. Sempre achei sensacional”, revela. “Concluí que era porque elas eram muito justas e respeitavam a todos. Tento seguir o exemplo delas”.