Faltam 50 dias: atletas Paralímpicos entram no clima ao conduzir a tocha pelo país
Medalhistas e novatos também convocaram a torcida para ver os Jogos Rio 2016, que começam no dia 7 de setembro
Medalhistas e novatos também convocaram a torcida para ver os Jogos Rio 2016, que começam no dia 7 de setembro
Na chegada da chama ao Brasil, Alan Fonteles foi um dos representantes dos Jogos Paralímpicos (Foto: Rio2016/Andre Mourão)
A 50 dias para o início dos Jogos Paralímpicos, diversos atletas brasileiros – experientes ou novatos no evento – já entraram no clima do Rio 2016 ao conduzir a tocha Olímpica pelo Brasil. Os primeiros representantes desse time no revezamento foram o velocista Alan Fonteles e a tenista Natália Mayara, duas estrelas do paradesporto, que levaram a chama já em sua chegada ao Brasil, no dia 3 de maio, em Brasília.
Fonteles chocou o mundo ao ultrapassar o favorito Oscar Pistorius na final dos 200m T44 em Londres 2012. Um ano depois, em Lyon, conquistou três medalhas de ouro nos 100m, 200m e 400m. “É uma oportunidade única de representar o país dentro de minha própria casa e diante da minha torcida”, disse ele. Natália é a maior tenista em cadeira de rodas brasileira e chegou a discursar durante a passagem da chama Olímpica na sede da ONU, em Genebra, no dia 29 de abril. "Sou como qualquer outra pessoa. Nós não somos diferentes de ninguém”, declarou. Vencedora do Aquece Rio, a pernambucana também é a atual campeã Parapan-Americana nas disputas individual e em duplas.
Com seis medalhas – três ouros, uma prata e dois bronzes –, a velocista mineira Teresinha Guilhermina esteve em Belo Horizonte no dia 14 de maio para conduzir a tocha. “Vai para minha caixinha de momentos inesquecíveis”, afirmou a atleta, que também convidou a torcida para ver os Jogos Paralímpicos.
Em Salvador, o revezamento começou pelas mãos do nadador Marcelo Collet, classificado para os Jogos Rio 2016 e primeiro esportista Paralímpico a atravessar o Canal da Mancha, em 2010. “Essa chama representa tudo o que eu espero a cada quatro anos”, contou. Eleito o melhor jogador de futebol de 5 do mundo, em 2010, o bicampeão Jeferson Gonçalves, o Jefinho, também emocionou na capital baiana. “Foi um preparativo para o que vem por aí e eu me sinto fortalecido”, afirmou, referindo-se à batalha por sua terceira medalha de ouro depois das vitórias em Pequim 2008 e Londres 2012. “Contamos com o apoio da torcida”.
Mais um atleta a representar o time de paradesportistas na viagem da tocha pelo Brasil, o velocista Lucas Prado é outra esperança de medalha nos Jogos após ganhar três ouros nos 100m, 200m e 400m T11, em Pequim 2008, e duas pratas em Londres 2012. Em Várzea Grande (MT), ele falou da ansiedade para voltar ao Estádio Olímpico. "Foi lá que tudo começou: conquistei três ouros no Parapan de 2007 e entrei forte no cenário mundial. Sinto que estou voltando pra casa, pronto pra subir ao pódio", disse.
Classificado para as provas de florete, na esgrima, Jovane Guissone foi campeão em Londres 2012. Em Porto Alegre, no dia 7 de junho, pediu para a torcida apoiar os paratletas brasileiros. “Quem assistir, vai gostar”, aposta. Em Joinville, o nadador André Brasil e a velocista Ádria Santos – maior medalhista Paralímpica mulher do país, com 13 medalhas em seis edições dos Jogos – também fizeram questão de chamar o público.