Evento-teste inaugura estádio e pode marcar nova era para o rugby brasileiro
Diante de dirigente internacional empolgado com o futuro do país no esporte, torneio reúne em Deodoro as melhores da América do Sul
Diante de dirigente internacional empolgado com o futuro do país no esporte, torneio reúne em Deodoro as melhores da América do Sul
A colombiana Claudia Alejandra Betancur atropela a argentina Yamila Otero no Sul-Americano 2014 (Getty Images/LatinContent/Gabriel Rossi)
Um estádio novinho em folha e a grande novidade do programa Olímpico dos Jogos Rio 2016. O recém-inaugurado Estádio de Deodoro recebe as melhores jogadoras de rugby da América do Sul neste fim de semana (5 e 6) para o Campeonato Internacional de Rugby Sevens. A competição serve de teste operacional para áreas-chave do Comitê Organizador, que tem a missão de realizar, pela primeira vez em 92 anos, uma competição da modalidade.
Ao todo, 96 jogadoras de oito países da América do Sul competem no evento. Já classificadas para o torneio Olímpico em agosto, as seleções do Brasil e da Colômbia são favoritas. Elas terão como adversárias equipes de Chile, Paraguai, Peru, Uruguai, Argentina e Venezuela – as duas últimas ainda com chances de classificação no pré-Olímpico mundial, marcado para junho.
Acompanhe a corrida pela classificação
Um novo #EventoTeste está chegando e o time da Colômbia vem com tudo! #Rugby7 @fecorugbyhttps://t.co/o37TmB7Mg4 pic.twitter.com/MTGMSkr8pv
— Aquece Rio (@AqueceRio) 4 de março de 2016
As rivalidades sul-americanas prometem render momentos emocionantes no evento-teste. O Brasil é hegemônico, tendo vencido todos os 10 torneios continentais já disputados. No único do qual não participou, o Sul-Americano 2015, que serviu de torneio classificatório para o Rio 2016 (o Brasil já tinha vaga garantida por ser o país-sede), quem levou a melhor foi a Colômbia, vencendo a Argentina em casa.
As brasileiras vão entrar em campo em Deodoro como favoritas e adversário a ser batido, mas a Argentina deve ir para cima da Colômbia em busca de uma revanche.

O rugby sevens foi criado para dar mais dinamismo e velocidade à versão tradicional do esporte (conhecida como Union), que figurou nas edições de 1900, 1908, 1920 e 1924 dos Jogos Olímpicos. A nova modalidade cortou mais da metade dos jogadores (de 15, passou para sete), mas manteve o mesmo tamanho da quadra, o que abriu os espaços em campo, exigindo mais preparo físico e estratégia dos atletas.
Atletas da seleção brasileira de rugby explicaram alguns fundamentos básicos do esporte:
Área de competição, operações de imprensa, voluntários e gestão de resultados serão postos à prova no evento. “Também queremos observar os fluxos das áreas de aquecimento e vestiários. E a equipe de apresentação do esporte, que terá um escopo reduzido”, contou Santiago Ramalho, líder do rugby do Comitê.
A World Rugby está determinada a fazer do esporte a nova paixão nacional dos brasileiros. Desde o anúncio da inclusão da nova modalidade nos Jogos do Rio, a federação tem investido em diferentes iniciativas para promovê-la em terras - e areias - cariocas. Uma delas foi a instalação de traves em H na praia de Copacabana para a prática do esporte e a realização do Desafio de Praia em Ipanema, em dezembro do ano passado.
Outro importante passo para o desenvolvimento do rugby no Rio foi dado nesta sexta-feira (4), com a inauguração do Campo de Rugby da Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na ilha do Fundão. A instalação, que atende aos padrões internacionais do esporte e será usada como local de treinamento durante os Jogos Olímpicos, faz parte do plano de legado dos Jogos Rio 2016, permitindo que estudantes e atletas brasileiros possam conhecer e se desenvolver na modalidade.
“Fiquei muito impressionado com a qualidade do campo - é como os melhores campos da Europa. Acredito que possa se tornar um centro de alta performance", comentou Egan.

Um programa educacional capitaneado pela WR já apresentou a modalidade a mais de 100 mil crianças no país, incluindo os alunos do Transforma, programa de educação do Rio 2016.
Estrelas do esporte também abraçaram a causa. Alguns vieram ao Rio antes mesmo dos Jogos. Entre eles, o britânico Ollie Phillips e as jogadoras da seleção neo-zelandesa, que ainda ensinaram a famosa haka:
Agustín Pichot: "O rugby é o que faltava aos Jogos Olímpicos"
