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Um mundo novo

'Eu me sinto brasileira', diz refugiada síria após conduzir tocha Rio 2016

Por Sam Green

Hanan Daqqah, 12 anos, está entre os dez primeiros condutores do revezamento, em Brasília

'Eu me sinto brasileira', diz refugiada síria após conduzir tocha Rio 2016

A refugiada síria Hanan Daqqah, 12, que começou vida nova em São Paulo no ano passado, disse que se sentiu como uma brasileira ao conduzir a tocha Olímpica nesta terça-feira (3), no primeiro dia do revezamento, em Brasília.

Hanan foi uma das dez primeiras pessoas a levar a chama em solo brasileiro e prestou homenagem ao país que recebeu sua família ao fugir da guerra na Síria. “Fiquei muito feliz ao conduzir a tocha, nunca imaginei que isso poderia acontecer. Foi um momento muito especial. Adoro o povo brasileiro. Me sinto brasileira”, disse a estudante ao Rio 2016.

Ao ser questionada se tinha uma mensagem para os refugiados, Hanan comentou: “Que todos possam viver com a paz, sem guerras e com amigos no Brasil e no mundo.”

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A família da garota deixou a cidade de Idlib, no noroeste da Síria, após o pai ficar preso por 11 meses e ser ameaçado por ajudar amigos a fugir do país. Depois de morar dois anos e meio no campo de refugiados de Zaatari, na Jordânia, os Daqqah começaram uma nova vida em São Paulo, em 2015, por meio do programa de vistos humanitários do governo federal, que afirma ter emitido cerca de 8 mil vistos do tipo para sírios.

Hanan vive em São Paulo com seu pai, a mãe, um irmão mais velho e uma irmã bebê, mais os tios e quatro primos, em um pequeno apartamento no centro da cidade. A mãe de Hanan está grávida e, em breve, ela terá um irmão brasileiro. 

Fluente em português e aluna de uma escola pública perto de sua casa, ela diz que as amigas vão aprovar sua participação nos Jogos Rio 2016. "Elas ficarão muito felizes por mim."

Outro refugiado sírio, o nadador Ibrahim Al-Hussein, que perdeu parte da perna num atentado a bomba, conduziu a tocha Rio 2016 num campo de refugiados em Atenas, na semana passada. Enquanto isso, o COI está formando um time de refugiados para competir sob a bandeira Olímpica nestes Jogos.

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Hanan foi escolhida pelo Comitê Rio 2016 a partir de uma sugestão da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) no Brasil.
“Os Jogos são um evento internacional, cujo significado é marcado pela união, solidariedade, respeito e paz entre os povos. É, portanto, uma oportunidade singular para chamarmos a atenção para o triste drama humano vivido na pior crise humanitária em 70 anos”, disse o presidente do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), Beto Vasconcelos.