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Um mundo novo

Esporte pela paz: COI destaca projeto social na cidade-sede dos Jogos Rio 2016

Por Rio 2016

Aulas de esportes Olímpicos na Maré está entre ações de organização reconhecida globalmente como aliada contra a violência

Esporte pela paz: COI destaca projeto social na cidade-sede dos Jogos Rio 2016

Boxe está entre as aulas de modalidades Olímpicas para jovens na Maré (Rio 2016/Alex Ferro)

No Dia Internacional do Esporte pelo Desenvolvimento e pela Paz, celebrado nesta quarta-feira (6), o Comitê Olímpico Internacional (COI) destacou um projeto esportivo que tem inspirado jovens do Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, com o poder do esporte e os valores do movimento Olímpico: o Luta pela Paz. Criado em 2000, o projeto oferece aulas de esportes de combate - boxe, capoeira, judô, luta livre, jiu-jitsu e taekwondo - para jovens e adultos afetados pela criminalidade, violência e exclusão social na cidade-sede dos Jogos Rio 2016. 

Conheça o Luta pela Paz no vídeo abaixo:

O dia do esporte pela paz

A Organização das Nações Unidas (ONU) escolheu, em 2013, o dia 6 de abril - data do inicio dos primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna Atenas 1896 - para celebrar o poder do esporte como ferramenta para mudanças sociais, união entre os povos e para a paz mundial, criando assim o Dia Internacional do Esporte pelo Desenvolvimento e pela Paz. A proximidade dos Jogos Rio 2016, de 5 a 21 de agosto, serve como fonte extra de inspiração para os mais de 2.000 beneficiários do projeto.

“Os Jogos Olímpicos foram um grande presente para nós. O espírito Olímpico já traz a ideia de união e força e de que o esporte realmente pode mudar a realidade de um aluno, principalmente em um bairro pobre como a Maré”, disse Ana Caroline Belo, coordenadora do Luta Pela Paz.

Entre os alunos de destaque do projeto está o boxeador Jardel Lopes da Silva, que contou que as aulas na Maré o ajudaram a ser mais confiante, além  de “levar esperança para os jovens da comunidade”.

Raissa Souza de Lima entrou como aluna e hoje atua no desenvolvimento de novos alunos, ajudando nas aulas de judô. O envolvimento com o esporte Olímpico levou Raissa a ser selecionada para o time de 12 mil condutores da Tocha Olímpica Rio 2016. Já Maria do Socorro aprendeu, com o esporte, a controlar os sentimentos.

“Eu sempre fui muito explosiva. A maneira que eu tinha de me defender era pela agressividade. Hoje, acho que temos que promover a paz todos os dias” 

Maria do Socorro, aluna de um dos esportes oferecidos pela Luta pela Paz

Uma comunidade de campões

O Luta pela Paz foi reconhecido com o prêmio Esporte Para Todos, em 2013, promovido pela Comunidade de Campeões, uma iniciativa do Comitê Olímpico Internacional (COI) com o Comitê Olímpico do Brasil (COB). O alcance do Luta pela Paz ultrapassa as fronteiras do Brasil: o projeto oferece oportunidades para capacitação de novas organizações em 25 países. Até o fim de 2015, um total de 132 instituições participaram dos treinamentos, o que amplia o alcance para mais de 150 mil jovens no mundo.

Além do Luta Pela Paz, o COI homenageou outras duas iniciativas no Dia Internacional do Esporte pelo Desenvolvimento e pela Paz. Em Ruanda, a organização Football for Hope, Peace and Unity (Futebol pela Esperança, Paz e União, em tradução livre), fundada pelo ex-jogador Eric Murangwa, também usa o esporte como ferramenta para mudanças sociais na região. Outro projeto homenageado foi o Stop War, Start Tennis (Pare a Guerra, Comece o Tênis), uma criação dos tenistas Rohan Bopanna, da Índia, e Aisam-Ul-Haq Qureshi, do Paquistão, que ajuda vítimas de minas explosivas e outras armas de guerra.