Escultura de artista japonesa traz essência Olímpica e faz ponte entre Rio 2016 e Tóquio 2020
Com a chancela do Celebra, programa de cultura dos Jogos, Mariko Mori instala em Mangaratiba O Anel, obra que une os continentes através da arte
Com a chancela do Celebra, programa de cultura dos Jogos, Mariko Mori instala em Mangaratiba O Anel, obra que une os continentes através da arte
Divulgação
A essência dos Jogos Olímpicos é a união dos povos através do esporte. Pensando nisso, a artista japonesa Mariko Mori escolheu o Brasil e o Rio de Janeiro para passar sua mensagem: a conexão entre os continentes por meio da natureza e da humanidade. Este é o foco central da sua nova escultura, The Ring (O Anel), que será instalada na próxima terça-feira (2) em Muriqui, no município de Mangaratiba, na região da Costa Verde do Rio de Janeiro.
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O local escolhido para o anel acrílico, com três metros de diâmetro e duas toneladas, que muda do azul para o dourado conforme a incidência dos raios solares, foi a cachoeira do Véu da Noiva, tradicional atração turística da região e que esteve presente na vida, ou melhor, nos sonhos de Mariko há exatos sete anos.
“A visão do anel no topo da cachoeira me surgiu em um sonho, há sete anos. Em 2011, tive a oportunidade de apresentar uma exposição individual no Brasil que acabou se tornando a mais visitada no mundo naquele ano, e comecei então a minha busca pela cachoeira ideal para instalar a escultura. Descobri o Véu da Noiva, em Mangaratiba, após uma longa pesquisa. Ao vê-la, estava convencida de que era a cachoeira do meu sonho”, explicou a artista japonesa ao Rio2016.com. “Os cinco anéis olímpicos simbolizam cada continente e suas etnias, celebrando a paz. Eu quis criar um novo anel para simbolizar união da humanidade com a natureza”, completou.
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Mariko, que apresenta a escultura com a chancela do Celebra, o programa de cultura dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, já é conhecida do público brasileiro. Em 2011, sua mostra Omness, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro, atraiu o impressionante número de 500 mil pessoas em dois meses. Isso criou uma relação especial com o Brasil e a decisão de aproveitar os Jogos Olímpicos para a inauguração de sua nova obra.
“Eu gostaria de expressar toda a minha gratidão ao povo brasileiro", reiterou a artista na entrevista por email. “O Anel será posteriormente entregue ao INEA (Instituto Estadual do Ambiente), e espero que as pessoas abracem a causa. É um verdadeiro privilégio poder expôr meu trabalho durante os Jogos Olímpicos, e espero poder deixar um legado cultural que possa servir de ponte entre os Jogos Rio 2016 e Tóquio 2020”, completou.