Encontro de gerações de estrelas Olímpicas marca revezamento da tocha no ABC paulista
Arthur Zanetti, Diego Hypólito, Marta Sobral e Janeth Arcain dividiram lembranças das competições e expectativas para o Rio 2016
Arthur Zanetti, Diego Hypólito, Marta Sobral e Janeth Arcain dividiram lembranças das competições e expectativas para o Rio 2016
Ídolo em São Caetano do Sul, ginasta foi aclamado pelo público em sua terra natal (Foto:Rio2016/Marcos de Paula)
Arthur Zanetti e Diego Hypólito fazem parte do seleto time de atletas que levou a ginástica artística brasileira para o mundo. O primeiro conquistou a medalha de ouro nas argolas nos Jogos Olímpicos Londres 2012 e o segundo é bicampeão mundial no solo. Com a mesma energia que levam aos ginásios, as duas grandes referências da modalidade no Brasil participaram do revezamento da tocha Olímpica Rio 2016 neste sábado (23), na região do ABC Paulista. Arthur encerrou o evento aclamado, com uma celebração calorosa na cidade de São Caetano do Sul, sua terra natal, enquanto Diego acendeu a pira em São Bernardo do Campo.
“É muito importante, para mim, participar do revezamento. Ainda mais na minha cidade, onde nasci, cresci e treino desde o início. Você vai lembrando a trajetória até chegar aos Jogos do Rio. É muito motivacional também, quase um aquecimento para a competição”, observa Zanetti.
Público se espreme para ver Zanetti passar com a tocha em São Caetano (Foto:Rio2016/Marcos de Paula)
Os dois atletas estão em fase final de treinamentos, acertando os últimos detalhes para as apresentações no Rio 2016. Hypólito vai para a sua terceira participação em Jogos Olímpicos. Era favorito em Pequim 2008 e um dos destaques da seleção em Londres 2012, mas a medalha escapou nas duas oportunidades. O maior desejo do atleta, neste momento, é mostrar o seu trabalho.
“É claro que temos sempre que pensar no objetivo maior, mas o meu não é a medalha. É apresentar o que tenho feito nos treinamentos. Se eu fizer isso, estarei mais que satisfeito. Amo demais o que eu faço. Imagina quantas pessoas se espelharam em mim? Como a sociedade me valorizou, tenho que valorizar o meu trabalho e dedicação, como um agradecimento por toda a confiança que tiveram em mim”, destaca.
Pela primeira vez, a seleção brasileira de ginástica artística masculina leva aos Jogos uma equipe completa. Em busca do bicampeonato em 2016, Zanetti acredita que o empenho dos ginastas contribuiu para a evolução da modalidade no Brasil.
“De uns quatro, cinco anos para cá, a ginástica masculina cresceu muito. Os atletas acreditaram que era possível representar o país, disputar os Jogos. Todo mundo botou isso na cabeça e correu atrás. Vi o Diego sendo bicampeão mundial e percebi que também poderia conseguir me destacar. É um momento especial e espero que as novas gerações consigam ser ainda melhores do que nós”, torce Zanetti.
Basquetebol também se destacou
A passagem da chama Olímpica pelo ABC Paulista também contou com a participação de duas estrelas do basquetebol feminino. Ex-pivô da seleção brasileira, Marta Sobral deu um show de simpatia durante a sua condução, na cidade de São Caetano do Sul. A ex-atleta – que vestiu a camisa do Brasil nos Jogos Olímpicos Barcelona 1992, Atlanta 1996 e Sydney 2000 – está animada para acompanhar os primeiros Jogos Olímpicos na América do Sul.
"Quando entramos em quadra, só o que importa é defender a sua pátria. Se já é assim quando competimos fora do país, imagina como vai ser dentro de casa, com a nossa torcida?", comentou.
Marta continua esbanjando simpatia e mostrou isso na condução da tocha (Foto: Rio2016/Marcos de Paula)
A ex-ala Janeth Arcain conquistou a medalha de prata em Atlanta 1996 e de bronze em Sydney 2000, além de ter a marca de terceira maior pontuadora da história da seleção feminina de basquete, com 2.247 pontos. Em 2007, após a prata nos Jogos Pan-Americanos Rio 2007, deixou as quadras. Janeth participou do revezamento em Santo André.
“A tocha Olímpica é tão importante e especial quanto as medalhas que eu conquistei. Foram quatro Jogos, duas medalhas. Estou representando milhões de brasileiros, fico muito feliz", diz, emocionada.
A ex-jogadora é a prefeita da Vila Olímpica, a “casa” dos atletas durante o Rio 2016. Com a experiência de quatro Jogos (além de Atlanta 1996 e Sydney 2000, esteve em Barcelona 1992 e Atenas 2004), ela falou sobre as instalações que vão acolher os participantes no Rio.
“A Vila está muito bonita e acolhedora. Os atletas vão ter muito conforto nos apartamentos, sem contar a área comum, um lugar em que eles vão se encontrar bastante”, conta a ex-ala.