Em clima Rio 32 graus, saltadores de cinco países experimentam o Centro Maria Lenk
Brasil comparece com oito de seus 11 atletas, e astro britânico Tom Daley trabalha leve antes de evento-teste com 92 vagas Olímpicas
Brasil comparece com oito de seus 11 atletas, e astro britânico Tom Daley trabalha leve antes de evento-teste com 92 vagas Olímpicas
A delegação britânica foi a primeira estrangeira a chegar no Maria Lenk (Beth Santos/Prefeitura do Rio)
As competições da Copa do Mundo de Saltos Ornamentais começam na próxima sexta-feira (19) - mas a elite mundial do esporte já começou a tomar o Centro Aquatico Maria Lenk, que recebeu inovações para o evento-teste. No primeiro dia de treinos abertos, nesta sexta (12), a arena recebeu atletas de cinco países, que já fizeram seus primeiros aquecimentos. Além do Brasil, Grã-Bretanha, Itália, Venezuela e México levaram suas equipes para a instalação do evento-teste e dos Jogos Olímpicos Rio 2016.
No primeiro treino, 51 atletas dos 236 inscritos para a competição conheceram as instalações do Maria Lenk, inclusive o astro britânico Tom Daley, que parte para sua terceira participação Olímpica. Debaixo do sol de 32°C, o que se viu no Parque Olímpico da Barra foi um treino leve, com alongamento e saltos de aquecimento, para "soltar o avião do corpo", como dizem os esportistas. As primeiras delegações internacionais começaram a chegar no Rio de Janeiro a partir desta quinta-feira (11).
Serão 92 vagas Olímpicas em jogo no evento-teste - por isso, a aclimatação e a preparação dos atletas ganham contornos fundamentais para a competição, ainda mais por acontecer em uma instalação a céu aberto.
"O atleta fica exposto a frio, sol, chuva, vento... e isso tudo interfere muito no desempenho do atleta", explica Juliana Veloso, atleta da seleção brasileira que tenta participar, no Rio, de sua quinta edição dos Jogos Olímpicos.

Juliana Veloso é a atleta mais experiente da seleção brasileira. Além de quatro edições dos Jogos Olímpicos, a carioca de 35 anos tem ainda três medalhas Pan-Americanas, duas de bronze e uma de prata. Um currículo que contrasta com o do jovem Isaac Souza, de 16 anos, que disputará na semana que vem sua primeira etapa da Copa do Mundo.
Isaac Souza, atleta da seleção brasileira de saltos ornamentais, de 16 anos
O jovem carioca da Mangueira - e simpatizante da escola campeã do Carnaval - é o mais jovem atleta da seleção. Ele aprende com colegas como Juliana, Hugo Parisi e César Castro, que representaram o Brasil em Londres 2012. Ao lado de Ingrid Oliveira e Giovanna Pedroso, dupla da plataforma de 10m que conquistou uma medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos Toronto 2015, Isaac está entre os símbolos da nova geração do esporte no Brasil.
Nesta sexta, Ingrid deu uma de caloura: escorregou e, não fosse pelas mãos à frente da face, fazendo a proteção, teria batido a cabeça na plataforma. Depois de cair de costas na água, chegou a inspirar cuidados dos médicos, mas as consequências ficaram mesmo apenas na pancada na mão e na língua mordida - nada que ponha em risco a participação de Ingrid no evento-teste.
"Eu tento dar dicas, mas eles não me ouvem", brinca Juliana, aos risos. Ingrid discorda: "Todos eles passam muita coisa e ajudam, cada um da sua forma".

Dos 11 atletas da seleção brasileira, oito já estão no Rio de Janeiro, treinando para o evento-teste. Sejam jovens ou experientes, o objetivo é um só: garantir a classificação individual para os Jogos Rio 2016.
"Como somos país-sede, já temos vaga nas provas sincronizadas. Se conseguíssemos oito vagas individuais, duas para cada prova, seria perfeito", diz Juliana Veloso, referindo-se às provas de trampolim de 3m e plataforma de 10m, masculinas e femininas.
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