Aplicativos Rio 2016

Amplie sua experiência nos Jogos.

Download
Para quem vai a sua torcida?

Para quem vai a sua torcida?

Escolha seus atletas, times, esportes e países favoritos clicando nos botões ao lado dos nomes

Nota: As configurações de favoritos são gravadas em seu computador através de Cookies Se você deseja mantê-las, não limpe seu histórico de navegação

Por favor, ajuste suas preferências

Verifique se as suas preferências estão ajustadas. Você poderá modificá-las a qualquer momento

Expandir Conteúdo

Os calendários serão apresentados neste fuso horário

Expandir Conteúdo
Contraste
Cores originais Cores originais Alto contraste Alto contraste
Ver todos os recursos de Acessibilidade
Um mundo novo

Brasileiro leva a cultura do futebol aos demais esportes e rouba a cena nos Jogos Olímpicos

Por Rafael Cavalieri

De Djokovic a Phelps, atletas de todas as modalidades se surpreendem positivamente com o show da torcida nas arquibancadas

Brasileiro leva a cultura do futebol aos demais esportes e rouba a cena nos Jogos Olímpicos

Torcida brasileira tem dado um show nas arenas do Rio 2016 (Foto: Getty Images/Buda Mendes)

O barulho, as músicas e as provocações saíram do seu espaço tradicional, que são as arquibancadas dos estádios de futebol, e chegaram aos Jogos Rio 2016. A energia e o repertório dos torcedores, que contagiam os donos da casa e enervam os adversários, chamam a atenção em diversas modalidades, e não apenas quando Neymar, Martha e companhia estão em campo. Os gritos destoam nos habitualmente silenciosos tênis e tiro com arco, bem como nos mais agitados voleibol e basquetebol.

Claro, a gritaria maior acontece quando algum brasileiro está na disputa. Os tradicionais gritos de "Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor" e "Le leleô leleô leleô leleô, Brasil" são os mais frequentes. Mas o que tem sido visto no Rio 2016 é uma boa dose de criatividade.

Em sua estreia no torneio de tênis diante do argentino Juan Martín del Potro, o tenista sérvio Novak Djokovic acabou sendo derrotado. Mas não foi por falta de apoio. O sérvio ganhou gritos personalizados, como "Vamos virar, Djokô". A empolgação foi tanta que o juiz precisou pedir constantemente para que a torcida respeitasse o silêncio durante as trocas de bola.

Acolhido pelos brasileiros, Djokovic chora com o apoio (Foto: Getty Images/Clive Brunskill)

"Não sei como agradecer. Foi o tipo de atmosfera que experimentei poucas vezes em minha carreira. Geralmente isso acontecia quando estava em meu próprio país. Aqui no Rio parecia mesmo que eu era brasileiro", afirmou o número 1 do mundo no tênis.

No basquetebol, o clima não foi diferente. Na derrota para a Lituânia, na estreia, e na vitória diante da poderosa Espanha, na tarde de terça-feira (9), a seleção brasileira contou com apoio incondicional. A poucos segundos do fim da partida contra os espanhóis, o craque Pau Gasol errou um lance livre e foi bastante vaiado pelos brasileiros. Algo bastante comum nessa situação em jogos de basquetebol, mas que parece ter pesado mais pela forma e pelo local onde ocorreu.

Leandrinho resumiu o sentimento do time com o apoio. "Isso é Brasil. Sabemos que existe uma maneira de torcer no futebol e acho que trouxemos isso para o basquetebol. Fico muito feliz e satisfeito. Isso nos dá a força de que precisamos", disse.

Michael Phelps abre o sorriso com o carinho dos torcedores (Foto: Getty Images/Al Bello)

Os estrangeiros abraçados pelos brasileiros se surpreenderam. Nas piscinas, o apoio ao astro Michael Phelps foi impressionante. O nadador disse que "sentiu seu coração sair pela boca" antes de mergulhar na piscina no revezamento 4x10m livre. Já o britânico Adam Peaty não entendeu nada ao ser ovacionado após quebrar o próprio recorde mundial na prova de 100m peito.

"Quando faltavam 25 metros, comecei a escutar os gritos da arquibancada e cheguei a pensar: será que tem brasileiro na água e eles estão cantando por isso? Quando terminou e vi que era por causa do meu recorde, fiquei muito feliz. Foi impressionante", afirmou Peaty.

Torcida vibra, e Anne Marcelle abraça o treinador no tiro com arco (Foto: Rio 2016/Rafael Cavalieri)

Mas há aqueles esportes em que o silêncio se faz totalmente necessário. É o caso do tiro com arco, disputado em um dos locais normalmente mais barulhentos do Rio: a Marquês de Sapucaí, palco do Carnaval. Brasileira, Anne Marcelle arrastou torcedores para o local. Durante a concentração para a flechada, ninguém abriu o bico. Mas bastava o locutor anunciar que um 10 foi conseguido para todos fazerem muito barulho -- nada dos contidos aplausos normalmente escutados na modalidade.

"Justamente por ser um esporte em que o silêncio é fundamental, os poucos segundos que a torcida tem para nos apoiar são fundamentais. Disputar essa competição em casa me proporcionou esta situação inédita. O brasileiro é realmente um povo maravilhoso, capaz de levantar qualquer um com seu astral", constatou Anne.

Fato é que pelos próximos dias ainda veremos novos espetáculos por parte dos animados torcedores brasileiros. O suficiente para marcar esta edição dos Jogos Olímpicos como a mais animada de todas.