Rio 2016 deixa legado de carbono inédito para o Brasil
Parcerias e colaboração mútua em diversos setores trazem tecnologias de baixo carbono no país e na América Latina
Parcerias e colaboração mútua em diversos setores trazem tecnologias de baixo carbono no país e na América Latina
Jogos Rio 2016 deixarão legado sustentável (Foto: Dean Mouhtaropoulos/Getty Images)
Alinhado com a Agenda de Paris, segundo a qual as nações se comprometeram a diminuir a emissão de dióxido de carbono e, assim, reduzir o aquecimento global, o Rio 2016 promete números históricos em termos de impacto ambiental. Em parceria com a Dow, companhia química Oficial dos Jogos, foi anunciada nesta segunda-feira (1º) a projeção de reduzir em mais de 2 milhões de toneladas as emissões de gases do efeito estufa (GEE) durante os Jogos.
Rio 2016 quer se tornar exemplo na área de sustentabilidade ( Foto: Patrick Smith/Getty Images)
“Vamos utilizar a plataforma de esportes e o poder dos aros Olímpicos para demonstrar como nossas tecnologias podem impulsionar a adoção de soluções de baixo carbono”, afirma Louis Vega, Vice-Presidente Global para o Negócio de Jogos Olímpicos. “Os Jogos Rio 2016 nos deram uma oportunidade única para iniciar o diálogo e colaborar com líderes de diversos setores industriais na América Latina para introduzir soluções que vão beneficiar as gerações futuras”.
Para Tânia Braga, Gerente de Sustentabilidade, Acessibilidade e Legado do Comitê Rio 2016, este é um dos principais legados deixados pelos Jogos. Ela acredita que empresas brasileiras e de países vizinhos possam aprender com o que foi feito.
“Garantir a entrega de Jogos com uma pegada de carbono reduzida é um dos pontos principais de nossa estratégia de sustentabilidade. “Mais importante ainda é que aproveitamos esta oportunidade para engajar setores estratégicos no Brasil e na América Latina em torno de uma forma mais sustentável de produzir e operar. As colaborações inspiradas nos Jogos Olímpicos e lideradas pela nossa parceira Dow já criaram um legado positivo na região”.
Um dos pontos importantes para ajudar nesta missão foi um controle rígido na alimentação sustentável. “Carnes sem procedências são mais críticas quanto ao acúmulo de agentes químicos nocivos. E antibióticos, anabolizantes, hormônios são potencializados pelo processo biológico de acumulação”, afirma Tânia Braga.
Segundo ela, a importância desse legado é justamente a continuidade. Somente no Estado do Rio de Janeiro já são 6 mil pequenos produtores, agrupados em três cooperativas. Pelo Brasil, o destaque é para as fazendas com pastos “zero desmatamento”, principalmente no Mato Grosso.