Vila Olímpica: diversidade, integração e diversão
Diferenças se diluem entre representantes de mais de 200 países alojados em edifícios “customizados” com suas bandeiras
Diferenças se diluem entre representantes de mais de 200 países alojados em edifícios “customizados” com suas bandeiras
Delegação de Gana não resiste e entra no ritmo com os bailarinos da cerimônia de boas-vindas (Foto: Getty Images/David Moura)
Uma atleta observa atentamente o experimento de realidade virtual instalado na saída do restaurante da Vila Olímpica. Com os óculos apropriados, uma garota quase cai, enquanto uma telinha mostra que ela está à beira de um precipício – no alto de um prédio, passando por uma sensação quase suicida. Enquanto aguarda a vez, a atleta desvia o olhar para a entrada da imensa tenda: uma comitivatraz o Secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon.
Ban Ki-moon faz uma visita surpresa: cenas da Vila Olímpica (Foto: Rio 2016/Denise Mirás)
É essa a rotina em uma Vila Olímpica, onde se hospedam os melhores atletas do mundo. Nas cerimônias de boas-vindas, atletas requebram ao lado de bailarinos, ao som de ritmo brasileiros. Ao fundo, os mais acomodados aproveitam as cadeiras de praia à frente do mercadinho. Os atletas do levantamento de peso do Turquestão preferem focar em seus hambúrgueres, devorados um depois do outro.
Vila Olímpica recebe até 17 mil moradores (Fotos: Rio 2016/Denise Mirás)
Um dos pontos mais procurados pelos atletas da Vila Olímpica é o salão de beleza. Enquanto as garotas testam penteados elaborados – entrelaçados, que são os mais pedidos, ou ondulados –, os homens pedem corte rente do lado e mais longo no topo da cabeça. Unhas feitas com bandeirinhas já são um clássico Olímpico.
Grego com o cabelo da moda no Rio 2016 da Vila Olímpica (Foto: Rio 2016/Denise Mirás)
O interesse dos atleta se volta também para outros três pontos: o restaurante, a academia e a policlínica – terror de quem vai competir, mas uma bela oportunidade de check-up para os oficiais de delegação.
Marcelo Patrício, gerente-geral de Serviços Médicos do Comitê Rio 2016, diz que são em torno de 100 médicos voluntários que se revezam em oito consultórios, de várias especialidades, incluindo oftalmologistas, serviço de emergência e também de fisioterapia.
Na academia, é possível que o atleta coloque seus dados na nuvem para que, mesmo a distância, o técnico acesse, acompanhe e oriente. Mas a maior novidade é uma esteira “côncava”, acionada pela força do próprio atleta, sem uso de eletricidade.
O restaurante capricha na brasilidade: tem de farofa a brigadeiro. Para alguns, o jeito é sair dali para a academia, mesmo.