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Um mundo novo

Designer das logomarcas dos Jogos Rio 2016 conduziu tocha Olímpica em Petrópolis

Por Elis Bartonelli

Fred Gelli contou que um mergulho no mar de Ipanema serviu de inspiração para sua criação

Designer das logomarcas dos Jogos Rio 2016 conduziu tocha Olímpica em Petrópolis

Rio2016/Marcos de Paula

Após um mergulho no mar de Ipanema, o petropolitano radicado no Rio Fred Gelli teve o insight para a criação das marcas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. Designer, sócio-fundador e diretor criativo da agência Tátil Design de Ideias, ele se inspirou na paisagem carioca para definir o conceito tridimensional da logomarca.

 “Quando saí da água, olhei à minha volta e vi o Cristo Redentor, as Ilhas Cagarras, o morro Dois Irmãos e o Arpoador. Foi quanto notei que a cidade era tridimensional. No Rio, as montanhas encontram o mar de uma maneira única. Nesta hora, vi que a marca tinha que ser uma escultura”, relembra o designer, que conduziu a tocha Olímpica nesta sexta-feira (29) em Petrópolis (RJ).

                 Logo dos Jogos Olímpicos - Foto: Divulgação

Ao participar do revezamento na cidade em que nasceu e morou até os oito anos, Fred Gelli reviu a tocha Olímpica, após ser um dos jurados do processo seletivo que escolheu o seu design.

“Lembrei de como defendi essa ideia, porque tem muito alinhamento com as marcas. É uma solução muito inteligente, brasileira e que funciona muito bem”, destaca  o designer.

O desafio de mostrar o encontro do espírito carioca com os valores Olímpicos pautou a criação das duas marcas. Fred e a equipe da agência decidiram seguir por três caminhos: elaborar uma marca tridimensional, que traduzisse a energia contagiante do Rio de Janeiro e a natureza da cidade. A marca Olímpica combina três personagens de mãos dadas – representação ligada à comunhão – com as cores azul, verde e laranja, que estão relacionadas à natureza, ao clima tropical e algumas modalidades da competição. Já a logo Paralímpica faz alusão a ícones universais, como coração e o símbolo do infinito.

 “Nos Jogos Olímpicos e nos Paralímpicos todos os atletas precisam ter espírito competitivo no último grau, ter o desejo infinito de ganhar e se superar. Claro que, nos Jogos Paralímpicos, temos um componente a mais. Por isso, pensamos no coração, que é algo que temos em comum. E o coração não conhece limites”, detalha Gelli.

Enquanto os Jogos não começam, o designer está mergulhado na concepção da abertura dos Jogos Paralímpicos – ele é um dos diretores artísticos da cerimônia, ao lado do escritor Marcelo Rubens Paiva e do artista plástico Vik Muniz.

“Vai ser um evento inspirador, provocante. Entendemos que esse era um papel do evento, então aproveitamos para falar da valorização das diferenças, da direção humana. Questionamos o limite dos sentidos, a ditadura da visão. É um espetáculo que emociona, mas foge dos clichês” adianta.