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Um mundo novo

Dedicação, talento e alguns amuletos: os segredos de Scheidt para seguir jovem aos 43 anos

Por Denise Mirás

Em sua sexta edição de Jogos Olímpicos, o velejador soma dois ouros, duas pratas e um bronze Olímpicos

Dedicação, talento e alguns amuletos: os segredos de Scheidt para seguir jovem aos 43 anos

Robert Scheidt é um dos atletas mais respeitados do esporte internacional, como velejador que disputa uma classe que exige muito do físico (Foto: COB/Saulo Cruz)

Robert Scheidt é um ícone da vela. Com cinco medalhas Olímpicas, duas de ouro, duas de prata e uma de bronze, chega ao Rio 2016 aos 43 anos e com chance de conquistar mais um pódio. Assim, se tornaria o maior medalhista do esporte e o brasileiro com mais conquistas em Jogos Olímpicos. A carreira vitoriosa se escora no talento e na dedicação, mas também conta com uma ajudinha extra.

Em sua trajetória, Scheidt carregou alguns amuletos. Primeiro, uma viseira desbotada que ele levou de uma edição a outra dos Jogos. Mais tarde, um cavalo do jogo de xadrez, encontrado em uma praia de Florianópolis. Agora, estampa na vela o desenho da mão do filho Lukas, de seis anos (Eric, de 2, não veio ao Rio). Ainda não sabe se poderá manter a imagem durante a competição, nem que seja um esboço a lápis.

São detalhes revelados com tranquilidade pelo velejador, que se sente preparado para disputar mais uma medalha. “Já peguei o barco, que na classe Laser é a organização que fornece. É importante testar, ver se o equipamento está em ordem. Estou bem animado. Treinei bem, com boa velocidade, conheço bem as condições para velejar aqui no Rio.”

Scheidt em ação: colecionador de medalhas Olímpicas (Foto: COB/Jonne Roriz)

Foco e perseverança

Para Robert Scheidt, é um privilégio participar de sua sexta edição de Jogos Olímpicos aos 43 anos, com chance de brigar por medalhas. “E ainda na classe Laser, que exige tanto do físico, na qual não se pode desenvolver o equipamento porque tudo é fornecido. É o velejador que faz a diferença mesmo”, ressalta o veterano campeão.

Depois dos primeiros Jogos Olímpicos, há 20 anos (Atlanta 1996, quando foi ouro na Laser), Scheidt diz que o esporte evoluiu muito. Assim, chegar ao Rio 2016, segundo ele, “é uma oportunidade por tudo que plantei na carreira, por toda a dedicação física e perseverança", afirma. "E acredito na minha chance,  ou não teria feito tudo isso”.

Para atingir a meta, ele diz que o segredo é a regularidade. “São condições de raias e ventos que variam muito. O velejador precisará ser muito versátil para se ajustar a cada condição e manter essa regularidade, o que será o nosso desafio”, diz, prevendo que ficar em sétimo lugar nas 11 regatas, na média, é o caminho para a medalha de ouro. “Por isso, ir bem nos dois primeiros dias é fundamental para dar confiança.”

Vantagem, mas nem tanto

Quanto a velejar em casa, Scheidt considera que essa vantagem dos brasileiros caiu muito em relação ao início do ciclo Olímpico. Ele destaca que adversários de países como Holanda, Inglaterra e Austrália já vêm treinando aqui há tempos e agora conhecem bem as raias.

Mas há um diferencial: “A energia de estar no nosso país, com a nossa torcida, comer nosso arroz com feijão, tomar nosso suco de laranja.. tudo isso que a gente gosta tanto no nosso país. E essa energia do público, você ouvindo na rua o pessoal dizendo ‘Vai lá, vamos buscar medalha’...”.