De volta à terra natal, Tite conduziu a tocha Olímpica ovacionado por multidão
Técnico bicampeão brasileiro e consultor da seleção Olímpica de futebol contou como vai trabalhar ao lado de Rogério Micale
Técnico bicampeão brasileiro e consultor da seleção Olímpica de futebol contou como vai trabalhar ao lado de Rogério Micale
Tite nasceu e começou a carreira no esporte em Caxias do Sul (Rio2016/Fernando Soutello)
De volta à sua terra para conduzir a tocha Olímpica Rio 2016, Adenor Bachi, o Tite, foi recebido por uma multidão nos pavilhões da tradicional Festa da Uva, onde acendeu a pira de celebração na noite desta sexta-feira (8). O novo técnico da seleção brasileira e bicampeão brasileiro pelo Corinthians nasceu em Caxias do Sul, onde também começou sua carreira no futebol.
“Que essa chama Olímpica que tive a oportunidade de conduzir na minha terra seja acesa dentro do coração de cada um de nós. Não só no sentido de receber as pessoas, mas no que o esporte traz de confraternização, de amizade, de competição, de ser melhor, de lealdade. É um momento ímpar, extraordinário, que todos temos a oportunidade de curtir, observar, torcer e receber também de outros países. Dá para competir e confraternizar ao mesmo tempo”.
Recém-contratado como técnico da seleção, Tite atuará como consultor de Rogério Micale, técnico da equipe Olímpica, que busca a inédita medalha de ouro. “Micale tem o feeling, a percepção e já trocamos ideias sobre tipos de treinamentos, objetivos, posições e funções que os atletas que estão na seleção podem exercer. Ele vai tomar a iniciativa e eu vou acompanhar os treinamentos”, contou.
Na primeira fase do Rio 2016, o Brasil enfrenta as seleções de África do Sul, Iraque e Dinamarca. Mas não é nenhum desses times que assusta o novo técnico.
“A França tem um nível técnico melhor. Vai ser muito difícil. É o nosso principal adversário, eu acredito”, garante.
Nem o frio fez as crianças deixarem de esperar para ver Tite conduzir a chama em Caxias (Rio2016/Fernando Soutello)
Ao final dos Jogos Olímpicos, Tite irá voltar-se para a classificação da seleção para a Copa do Mundo 2018, que acontece na Rússia. O desafio da conquista do hexacampeonato vai pautar a programação nos próximos anos.
“O primeiro aspecto é que a seleção, nessa nova etapa, não tem que resgatar nada do passado, que são as etapas que já foram construídas, tanto as boas quanto as ruins. O que nós temos que fazer agora é a equipe jogar bem, vencer jogos e nos classificar para a Copa do Mundo. Esse é o foco de atenção”, afirmou o técnico, que disse se reinventar durante seu processo de trabalho.
“Meu trabalho está em mergulhar em uma atividade que precisa ser reciclada e me fazer valer aos olhos dos outros técnicos e acompanhar jogos para poder potencializar essa equipe naquele curto espaço de tempo”, diz ele.
A comissão técnica que vai auxiliar na nova caminhada deve ser definida na próxima semana, junto ao coordenador da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Edu Gaspar.
“Espero deixar essas definições bem claras. Mas, o que buscamos eu tenho certeza: é a qualificação profissional associada à conduta pessoal. Essas duas situações são fundamentais para nós que estamos no comando”, explica.