Dana Vollmer conquista vaga Olímpica na natação dos EUA 15 meses após dar à luz
Nadadora, que ficou dois anos afastada das piscinas, vai defender seu título nos 100m borboleta nos Jogos Rio 2016
Nadadora, que ficou dois anos afastada das piscinas, vai defender seu título nos 100m borboleta nos Jogos Rio 2016
Dana não ficou satisfeita com seu tempo nas seletivas de Omaha, mas comemorou a classificação (Foto: Getty Images/Jeff Curry)
Conquistar uma vaga na equipe Olímpica de natação dos Estados Unidos é para poucos. São dois atletas classificados por prova individual, através de uma seletiva acirradíssima. Assim, garantir presença nos Jogos Rio 2016 apenas 15 meses após dar à luz é uma façanha respeitável. E quem pode acrescentá-la ao currículo é Dana Vollmer, de 28 anos, mãe do pequeno Arlen.
A carreira de Dana é repleta de marcas impressionantes. Aos 12 anos, foi a nadadora mais nova a disputar a seletiva Olímpica dos Estados Unidos para os Jogos Sydney 2000. Em 2003, passou por uma cirurgia para corrigir um problema cardíaco, e no ano seguinte foi ouro no revezamento 4 x 200m livre em Atenas 2004. Falhou na busca por uma vaga em Pequim 2008, mas se redimiu em Londres 2012: ouro nos 100m borboleta, 4 x 200m livre e 4x200m medley. Parou por dois anos até dar à luz o filho, em março do ano passado. Voltou aos treinos há 15 meses e já está garantida no Rio 2016.
Ao jornal americano USA Today, Dana contou que o retorno não foi fácil. "Eu não tinha ideia de como seria quando eu recomecei", admitiu. "Tem sido realmente uma incrível jornada. Eu levo as coisas um dia por vez, tento começar os dias sem expectativas e melhorar o tempo todo".
Nas seletivas americanas para o Rio 2016, nesta semana, em Omaha, Dana já garantiu o direito de defender seu ouro nos 100m borboleta ao ficar com o segundo tempo. Mas não ficou totalmente satisfeita. “Não era o tempo que eu queria, mas o que eu precisava”, declarou nas redes sociais.
Nas arquibancadas, Arlen, sem entender bem o que a mamãe faz na piscina, acompanha as provas no colo do pai, Andy Grant. "É legal porque ele fica sempre chamando 'mãe, mãe'. Vê-lo dizer 'pai, pai' deve estar derretendo o coração do meu marido", contou a atleta a USA Today.
Em outro momento das seletiva em Omaha, um contraste de sensações para Katie Ledecky. A nadadora garantiu vaga Olímpica nos 400m livre ao chegar em primeiro na final, com o tempo de 3min58s98. Assim, deixou escapar por muito pouco a quebra de seu próprio recorde mundial, de 3min58s37. Outro destaque ficou para Leah Smith, que ficou com a segunda vaga Olímpica – mais uma estreante em Jogos – e fez a expressiva marca de 4min00s65.