Curso gratuito de acessibilidade prepara agentes culturais para os Jogos Rio 2016
Especialistas que atuaram nos Jogos de Londres 2012 pretendem debater o acesso de pessoas com deficiência em museus e teatros no Brasil
Especialistas que atuaram nos Jogos de Londres 2012 pretendem debater o acesso de pessoas com deficiência em museus e teatros no Brasil
Como objetivo de estimular a produção artística por pessoas com deficiência, o festival 'Unlimited" foi uma das principais atrações dos Jogos Londres 2012 (Unlimited/Patrick Baldwin)
Ampliar o acesso do público e de artistas com deficiência em museus, teatros e centros culturais é o alvo das oficinas de Formação em Acessibilidade na Cultura, que serão realizadas na sede do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016 nos dias 31 de julho e 3 de agosto. Cerca de 100 gestores e funcionários de espaços culturais vão participar do curso, promovido pelo British Council, que será ministrado por profissionais da Shape Arts, organização britânica responsável pelo festival 'Unlimited' dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Londres 2012.
Entre os professores do curso estão Barbara Lisicki, que atuou como gerente de Acessibilidade em Londres 2012, e Zoe Partington-Solinger, gerente de arquitetura do 'Inside Out', projeto que reúne artistas e arquitetos com deficiência para explorar novas formas de concepção de espaços acessíveis.
“Nosso foco é que os Jogos Rio 2016 deixem como legado o maior acesso do público e de artistas com deficiência em espaços culturais do Brasil, como aconteceu em Londres”, adianta Zoe.
Membros das áreas de Cultura, Acessibilidade e Esportes do Comitê Rio 2016 também serão treinados, de modo a garantir a melhor experiência para espectadores e atletas com deficiência durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos.
Uma parceria com o Celebra, o programa de Cultura do Rio 2016, viabilizou a realização das oficinas na cidade. Os dois encontros serão realizados dentro da sede do Comitê Rio 2016, na Cidade Nova.
O primeiro módulo vai discutir, na sexta-feira (31 de julho), o “Legado Olímpico e Paralímpico (política pública e institucional) - Boas práticas no Brasil e no Reino Unido”. Já a segunda parte, que será realizada na segunda-feira seguinte (3 de agosto), será sobre “Programação e Comunicação - Peculiaridades sobre como programar, produzir e divulgar trabalhos de artistas com deficência”.
O curso tem ainda outro encontro sobre atendimento, que será realizado no Museu de Arte do Rio (MAR) para instituições inscritas na Rede Unlimited de Acessibilidade na Cultura.
Um treinamento similar foi ministrado no Museu de Arte Moderna de São Paulo em novembro de 2014, como parte do programa “Unlimited: Artes sem Limites”, e resultou na criação do “Guia de Acessibilidade na Cultura”.