Conheça os detalhes da produção sustentável das medalhas dos Jogos Rio 2016
Peças de ouro são livres de mercúrio, as de prata e bronze têm 30% de materiais descartados e as fitas são feitas a partir de garrafas pet
Peças de ouro são livres de mercúrio, as de prata e bronze têm 30% de materiais descartados e as fitas são feitas a partir de garrafas pet
As medalhas presam pela sustentabilidade (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)
Apresentadas em junho passado com toda pompa que elas merecem, as medalhas que serão entregues aos atletas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 são um modelo de sustentabilidade. Ao todo, foram produzidas pela Casa da Moeda do Brasil 5.130 peças, todas a partir de material de descarte e metais livres de contaminação. E esse tão sonhado objeto de desejo é repleto de curiosidades que o Rio2016.com elenca abaixo.
- A Casa da Moeda usa ouro livre de mercúrio, o que evita contaminação. A mineradora escolhida foi submetida a uma série de inspeções para assegurar as boas condições de trabalho dos funcionários.
- As medalhas de prata e bronze contam com 30% de material reciclado em sua composição. Parte desta prata foi obtida a partir de chapas de raio-x, peças de carro e espelhos. Já o cobre utilizado nas de bronze veio de material de descarte da própria Casa da Moeda.
- Foram utilizadas cerca de 2,5 toneladas de metais, entre ouro, prata, bronze, zinco e cobre. As medalhas entregues aos atletas pesam cerca de 500 gramas cada uma.
- O processo de confecção de cada medalha dura aproximadamente dois dias.

- As medalhas dos Jogos Paralímpicos contam com guizos de metal que emitem sons. As de bronze conta com menos esferas, enquanto as de ouro prometem fazer mais barulho. Detalhe: o material utilizado nesta inovação também seria descartado pela Casa da Moeda.
- As fitas em que as medalhas são penduradas têm 50% de material oriundo de garrafas pet adquiridas de uma associação de catadores.
- Os estojos que guardam as medalhas são feitos com Freijó, uma madeira certificada.