Conheça os projetos do Celebra, programa de cultura dos Jogos Rio 2016
Há exposições de arte internacional, mostras de design de cidades Olímpicas e coral com grupos de população de rua
Há exposições de arte internacional, mostras de design de cidades Olímpicas e coral com grupos de população de rua
A artista japonesa Mariko Mori e seu anel que foi instalado no topo de uma cachoeira do Rio (Foto: Divulgação)
O selo Celebra, programa de cultura dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, abraçou diversos projetos no último ano no Rio de Janeiro, passando por grupos de coral formados por população de rua a exposições de artistas internacionais e homenagens a atletas Olímpicos.
Para os fãs de esporte, a exposição “Design & Utopia dos Jogos” apresenta cinco projetos gráficos de Jogos Olímpicos e Paralímpicos, num panorama histórico-cultural de 1964 a 1992, a partir da coleção do suíço Markus Osterwalder. Os projetos selecionados se destacam pela preocupação em comunicar a identidade de cada cidade-sede através de suas qualidades estéticas e desdobramentos de comunicação. A mostra fica na Biblioteca Parque Estadual, no centro do Rio, até 24 de setembro.
Outra exposição gráfica explora os programas de desenho e comunicação dos Jogos Olímpicos México 1968 e Rio 2016, em “O Desenho Olímpico Latino Americano”, no Museu Histórico Nacional, até 18 de setembro.
Uma homenagem à família Grael, de Lars e Torben Grael, atletas consagrados da vela brasileira, acontece na mostra “Grael – Amor pelo mar”, no Espaço Cultural Correios - Niterói, cidade onde ambos vivem desde a infância, em cartaz até 24 de setembro. A escolha da família Grael aconteceu pela contribuição ao esporte brasileiro: os tios maternos dos velejadores, Axel e Eric Schmidt, também foram atletas Olímpicos e, neste ano, Martine e Marco, filhos de Torben, disputam por medalha.
Livros do mundo
A Biblioteca Parque Estadual, que recebe cerca de 2 mil pessoas por dia no centro do Rio, participa de outro projeto com a chancela Celebra, chamado Momento Olímpico, para receber doações de livros internacionais, aproveitando o fluxo intenso de turistas na cidade.
Estandes de doações foram montadas na Vila Olímpica para receber livros usados de atletas internacionais, no Rio Media Center, de olho nos jornalistas estrangeiros, e na própria biblioteca para doações do público em geral. As doações vão enriquecer o “Espaço Mundo”, uma seção especial da biblioteca para grandes clássicos da literatura internacional e demais obras na língua original.
Coral de população de rua
Outros projetos já passaram pelo Rio e deixaram sua marca, como o Uma Só Voz, que nasceu em Londres 2012, registrando a primeira vez que a população de rua foi incluída na programação Olímpica oficial. No Rio 2016, corais compostos por moradores de rua ocuparam o centro do Rio com o objetivo de dar visibilidade à esta parcela da população.
Além disso, uma delegação de 18 artistas, diretores de ONGs e ex-moradores de rua do Japão, Austrália, Reino Unido, Portugal e EUA ajudaram a produzir uma série de performances, workshops e debates. O ponto alto foi no dia 23 de julho, com um coral no Museu do Amanhã e no Teatro da Biblioteca Parque Estadual, marcando o lançamento de uma rede inédita de arte e população de rua, além da passagem do projeto ao Japão, próximo país Olímpico.
Arte permanente na cachoeira
Outros artistas internacionais também vieram ao Brasil em projetos com a chancela do Celebra. Durante três semanas antes da abertura dos Jogos, 21 artistas brasileiros e holandeses foram convocados a produzir de forma colaborativa obras inéditas. O resultado foi exposto no dia 31 de julho no Centro Cultural Municipal Laurinda Santos Lobo, em Santa Teresa, e pode ser visto no site oficial.
Já a japonesa Mariko Mori, como parte de outro projeto, deixou sua nova escultura, “The Ring” (o anel), no topo da cachoeira do Véu da Noiva, tradicional atração em Muriqui, no município de Mangaratiba, na região da Costa Verde do Rio de Janeiro. A obra com três metros de diâmetro e duas toneladas muda do azul para o dourado conforme a incidência dos raios solares.
Mais artes plásticas são o destaque da segunda edição da Mostra Rio de Esculturas Monumentais, que acontece na Praça Paris, no bairro da Glória, e no Parque Madureira, em Madureira, até 25 de setembro, com a participação de 30 artistas de diferentes Estados do Brasil. Entre os selecionados estão Alex Moreira (BA), Antônio Bernardo (RJ), Cristián Salineros (Chile), Francisco Brennand (PE), Frida Baranek (RJ), Maria Nepomuceno (RJ) e Roberto Chagas (RS). O evento acontece após o sucesso da primeira edição, entre maio e agosto de 2014, que recebeu mais de 60.000 visitantes.