Os primeiros condutores da tocha Olímpica no Brasil
Revezamento começa na terça-feira (3), em Brasília, e passa pelas cinco regiões do país
Revezamento começa na terça-feira (3), em Brasília, e passa pelas cinco regiões do país
Fabiana Claudino, do voleibol: a primeira condutora no Brasil (Foto: Rio 2016/Célio Messias)
A tocha que marca a chegada dos Jogos Olímpicos ao Brasil – e à América Latina – começa sua trajetória em Brasília na terça-feira (3) e, ao longo de 95 dias, passa pelas mãos de 12 mil pessoas em mais de 300 cidades do país. Entre os dez primeiros condutores há medalhistas, um herói da matemática e uma garotinha que saiu da guerra da Síria para viver o sonho Olímpico.
Bicampeã do voleibol abre o revezamento
Capitã da seleção brasileira de voleibol e bicampeã Olímpica (2008 e 2012), Fabiana Claudino é considerada uma das melhores centrais do mundo – e deve ser uma das apostas do técnico José Roberto Guimarães para buscar o tricampeonato Olímpico nos Jogos Rio 2016.

Segundo condutor é um herói da matemática
Primeiro pesquisador brasileiro e da América Latina a receber a Medalha Fields, considerada o Nobel da Matemática, o carioca Artur Ávila Cordeiro de Melo conduz a tocha para ressaltar a importância da educação para o desenvolvimento do país e para a formação de seus atletas e cidadãos.
Depois vem um superagente do Transforma (e craque do caratê)
Aos 16 anos, Gabriel Hardy acumula prêmios e conquistas, como o Campeonato Brasileiro juvenil e o terceiro lugar no Sul-Americano de caratê. Aluno da rede pública estadual de Sobradinho (DF), o atleta é agente jovem Transforma, programa educacional que leva os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 às escolas.

Bullying? Que nada: quarto esportista é exemplo de superação
Uma das promessas brasileiras na ginástica artística e membro da seleção nacional, o acrobata Ângelo Assumpção é especialista em salto e solo. O atleta de 19 anos venceu o preconceito sofrido em um episódio de bullying na internet e hoje mostra por que valeu a pena acreditar no sonho do esporte.

Síria, Jordânia, Brasil: longe da guerra, perto do esporte
Hanan Khaled Daqqah, 12 anos, morava com a família em Idlib, um dos palcos da guerra civil na Síria, até se mudar para um campo de refugiados na Jordânia e, em 2015, chegar a São Paulo, onde reside com parentes. A mãe de Hanan está grávida e a garota vive a expectativa de ganhar seu primeiro irmão brasileiro.

No boxe, só deu ela: medalhista pioneira também leva a tocha
Única mulher brasileira a ganhar uma medalha Olímpica no boxe, Adriana Araújo conquistou o pódio em Londres 2012 na categoria até 60 kg. A vitória da pugilista baiana de 34 anos marcou a centésima medalha do Brasil nos Jogos Olímpicos.
Um dos grandes ídolos do esporte brasileiro na atualidade, Gabriel Medina iniciou sua trajetória vitoriosa no surfe ainda na adolescência e, em 2014, tornou-se o primeiro brasileiro a conquistar o título do Circuito Mundial de Surfe (WCT).

Duas vezes campeã, musa do voleibol segue com o revezamento
Melhor jogadora dos Jogos Olímpicos Pequim 2008, a bicampeã Olímpica Paula Pequeno defende atualmente a equipe Brasília Vôlei. A ponteira de 34 anos vai conduzir a tocha com a mesma garra e a vibração que marcaram sua trajetória vitoriosa na seleção brasileira e em equipes da Rússia e Turquia.

Maratonista que fez história encerra o primeiro dia
Vanderlei Cordeiro de Lima foi protagonista de um dos momentos mais marcantes da história dos Jogos Olímpicos. Ele liderava a maratona, em Atenas 2004, quando, a seis quilômetros da chegada, foi derrubado por um manifestante religioso - mas voltou à prova, conquistou o bronze e, pela demonstração de espírito Olímpico, recebeu a medalha Pierre de Coubertin.

A professora Aurilene Vieira de Brito seria uma das dez primeiras condutoras do revezamento da tocha Olímpica Rio 2016 no Brasil. Diretora da Escola Estadual Augustinho Brandão, em Cocal dos Alves (PI), a piauiense transformou sua instituição em uma das melhores no Ensino Médio no país após conquistar dezenas de medalhas em Olimpíadas de Matemática e Química - em um município que está entre os 30 com os piores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil.
Devido às aglomerações formadas na capital federal no entorno da rota do revezamento e por questões de segurança, o comboio da tocha Olímpica precisou seguir sua passagem sem que Aurilene conduzisse a tocha.