Confira o que rolou de melhor no 12º dia dos Jogos Rio 2016
Quarta-feira (17) marcou a despedida de três mitos do basquetebol, teve definição no futebol, Bolt na pista e a consagração de dois mitos do esporte
Quarta-feira (17) marcou a despedida de três mitos do basquetebol, teve definição no futebol, Bolt na pista e a consagração de dois mitos do esporte
Manu Ginobili dá adeus à seleção argentina (Foto: Getty Images/Tom Pennington)
A quarta-feira (17) foi um dia de alegrias e, por que não dizer, tristezas. Os Jogos Rio 2016 consagraram um mito da luta Olímpica e outro do vôlei de praia. O público ainda teve a oportunidade de ver em ação o homem e a mulher mais velozes do mundo, ambos jamaicanos. No basquetebol, quem acompanhou as quartas de final também viu os maiores astros da modalidade, mas três deles entraram em quadra pela última vez por suas seleções. E ainda teve Neymar, a Alemanha e um reencontro agendado.
O basquetebol definiu seus quatro semifinalistas, mas o que marca mesmo o dia são três aposentadorias. Tony Parker, da França, Manu Ginobili e Andreas Nocioni, da Argentina, já anunciaram que não voltam a defender suas seleções. A herança que deixam é preciosa: o francês conquistou o Eurobasket 2013, enquanto os argentinos têm como ponto alto da carreira o ouro Olímpico em Atenas 2004.
Neymar teve nesta quarta uma das melhores atuações da carreira com a camisa da seleção brasileira. E o bom futebol do astro resultou em uma goleada por 6 a 0 sobre Honduras, que coloca o Brasil na final Olímpica do futebol mais uma vez, repetindo Londres 2012. A adversária será a Alemanha, que fez 2 a 0 na Nigéria e proporciona ao torcedor a chance de rever o duelo das semifinais da Copa do Mundo 2014. Será no sábado (20), às 17h30.
A japonesa Kaori Icho se transformou em lenda Olímpica ao conquistar sua quarta medalha de ouro consecutiva em Jogos Olímpicos: Atenas 2004, Pequim 2008, Londres 2012 e Rio 2016. É a primeira mulher a vencer em quatros edições seguidas uma mesma prova individual. Na luta Olímpica, mesmo entre os homens não há um equivalente a Kaori.
Outro mito do esporte que brilhou nesta quarta foi Kerri Walsh, americana do vôlei de praia. Em sua quarta participação Olímpica, conquistou a quarta medalha. Foi bronze, destoando dos outros três ouros, mas pouco importa a cor. Medalha é medalha. Aos 38 anos, ela ainda não definiu se voltará ou não a disputar os Jogos. Seja qual for a decisão, uma coisa é certa: ela está na história.
Elaine Thompson parece não acreditar: dois ouros (Foto: Getty Images/Alexander Hassenstein)
A jamaica teve um dia de domínio na pista do Estádio Olímpico. Nos 200m masculinos, Usain Bolt nem precisou acelerar muito para registrar o melhor tempo das semifinais. Entre as mulheres, Elaine Thompson venceu a final da prova e ganhou seu segundo ouro, repetindo o que havia feito nos 100m. A final dos 200m para os homens acontece na quinta-feira, e Bolt parece não ter concorrência.
Kipruto deixa os rivais para trás rumo ao ouro e ao recorde Olímpico (Foto: Getty Images/Alexander Hassenstein)
O Quênia venceu todas (TODAS!) as edições dos 3000m com obstáculos desde os Jogos Los Angeles 1984. Isso sim é hegemonia. Nesta quarta-feira, quem manteve a tradição foi Conseslus Kipruto, que deixou para trás o americano Evan Jager e ainda quebrou o recorde Olímpico. Ezekiel Kemboi, também queniano, terminou a prova em terceiro lugar, mas foi desqualificado posteriormente. O francês Mahiedine Mekhissi herdou o bronze.