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Um mundo novo

Condução de tocha Olímpica por pataxós marca primeiro dia da chama na Bahia

Por Elis Batonelli

Em Itamaraju, Santa Cruz Cabrália e Porto Seguro, indígenas vestiram trajes típicos para participar do revezamento

Condução de tocha Olímpica por pataxós marca primeiro dia da chama na Bahia

Indígenas de aldeias pataxó marcaram o primeiro dia de revezamento da tocha Olímpica no Estado da Bahia na quinta-feira (19). Eles conduziram a chama nas cidades de Itamaraju, Santa Cruz Cabrália e Porto Seguro. Os três municípios ficam na região sul do litoral baiano conhecido como Costa do Descobrimento, onde Pedro Álvares Cabral aportou com sua esquadra, no ano de 1500, e estabeleceu o primeiro contato com os índios que viviam ali.

A participação dos pataxós, que ainda habitam a região, reforça a importância da preservação da cultura indígena e do respeito às diferenças. Moradores das três cidades lotaram as ruas para ver o revezamento de perto.

Acompanhe os melhores momentos da tocha em diversas cidades do Brasil

Em Itamaraju, um ritual pataxó foi realizado antes da chegada da tocha. Na língua nativa, eles fizeram pedidos pelos indígenas e pelo trajeto da chama. "Viemos fazer nossa oração em paxohan para trazer boa proteção à chama Olímpica. Ela veio para unir os povos”, afirmou o Cacique Adilson Patiguri.  

Veja a programação e acompanhe o trajeto da tocha pelas cidades brasileiras

Em respeito às tradições, alguns condutores pataxós não vestiram o uniforme oficial do revezamento. A maioria usou o traje tradicional, com direito a saias, cocares, colares e pintura corporal.

Embora mantenham os hábitos da cultura pataxó, o contato dos índios com as cidades proporcionou conquistas às comunidades. Luena Maria Ferreira dos Santos, da Aldeia Coroa Vermelha, que conduziu a tocha em Santa Cruz Cabrália, uniu a tradição da pesca com recursos modernos da internet para ajudar sua aldeia. “Eu lutei para tornar meu povo mais forte. Fiz vários cursos de empreendedorismo e ajudei a comunidade a se desenvolver. Estou aqui por eles”, disse, orgulhosa.

(Rio2016/Andre Mourão)

Antes de chegar a Porto Seguro, a tocha passou por Arraial D’Ajuda, distrito do município, onde foi conduzida também por Itaguari Brás Ferreira, 24 anos, atleta e campeão na categoria arremesso de lança. Ele foi eleito muso dos Jogos Mundiais Indígenas. "Para mim, estar aqui é dar visibilidade ao meu povo. É um orgulho e uma honra muito grande poder participar desse momento de união”, disse o indígena.

 (Rio2016/Marcos de Paula)

Raoni Vieira, bicampeão de arremesso de lança, recebeu a tocha no Marco do Descobrimento, centro histórico da cidade. Ele trabalha na preservação da cultura indígena e já viajou o mundo para divulgar a cultura pataxó. “Estamos há 516 anos aqui marcando presença como nação pataxó e como nação indígena. (Conduzir com trajes típicos) para nós é reconhecer os povos indígenas do Brasil. E nós, do povo pataxó, ficamos muito honrados com esse respeito”, declarou.

(Rio2016/Marcos de Paula)

A passagem da chama em Porto Seguro marcou a parceria entre o Rio 2016 e o Unicef, que trabalham para incluir crianças e adolescentes no universo esportivo. Breno dos Santos Ferreira, de 14 anos, vive na Aldeia Barra Velha. Ele recebeu uma atenção especial da comunidade antes de correr: o cocar usado durante o revezamento foi feito, com todo cuidado, por companheiros da aldeia, e a pintura no rosto quem fez foi um primo seu.

“Estou muito alegre, gostaria que vocês ficassem alegres. Crianças do Brasil e do mundo, estamos juntos”, disse o menino.

 (Rio2016/Andre Mourao)