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Um mundo novo

Novíssima geração do voleibol já pensa no futuro, mas tem um objetivo imediato: os Jogos Rio 2016

Por Denise Mirás

Itália e Japão, com garotas na faixa dos 20 anos, aproveitam o Grand Prix, no Rio de Janeiro, para acertar as seleções que estarão nos Jogos Olímpicos

Novíssima geração do voleibol  já pensa no futuro, mas tem um objetivo imediato: os Jogos Rio 2016

Miriam Sylla (à esq.), que "puxa" a seleção italiana o tempo todo, se diz emocionada por enfrentar jogadoras que admirava de criança (Fotos: CBV/Alexandre Loureiro)

O Grand Prix de vôlei feminino, que até domingo (12) tem uma etapa disputada no Rio de Janeiro, é um teste importante para dois adversários da seleção brasiileira. Repletas de jogadoras jovens, na faixa dos 20 anos, as seleções de Itália e Japão usam a competição para ganhar experiência. A meta é, primeiramentee, prepará-las para os Jogos Rio 2016. Claro, os Jogos Tóquio 2020 também estão na mira, embora as garotas evitem pensar quatro anos adiante.

No Grand Prix, só duas das 14 jogadoras da Itália nasceram na década de 1980. Todas as outras são dos anos 1990 e estão na faixa dos 20 anos. A jovem Miriam Sylla, de apenas 21 anos, é uma das apostas do técnico Marco Bonitta para a seleção italiana de voleibol. Ela é a que mais sorri, mais brinca e mais agita as companheiras, aos pulos, com seus 80kg para 1,84m.

Ingressos para o vôlei estão à venda no Portal Rio 2016

O contraponto de Sylla é Paola Egonu, de 17 anos: tranquila, alta e magra, com 70kg e 1,89m. Muito diferentes fisicamente, têm algo em comum: chegaram à seleção italiana em 2015 e são parte da boa mescla que o técnico Bonitta quer como marca de sua equipe. A ideia é unir altura, agilidade e força no ataque, tudo isso sem abrir mão da juventude. A média de idade da equipe é de 23 anos, e em determinados momentos de jogo o time titular chega a ter média de 20 anos de idade.

Paola Egonu (esq.) e Cristina Chirichella (dir.): Italia é jovem e alta (foto: Getty Images/Koki Nagahama)

A pouca idade permite às jogadoras se deslumbrar com a oportunidade. “Estou muito emocionada de poder enfrentar brasileiras como a Sheila, uma grande jogadora que eu acompanhava quando ainda era criança”, diz Sylla, que depois de ganhar um set do Brasil comentou que sua jovem equipe cometeu erros, sim, mas mostrou potencial para jogar “no primeiro nível”, sem se deixar intimidar. No final do jogo, disputado na quinta-feira, o Brasil venceu por 3 a 1,

Experiência precoce

Masayoshi Manabe, o técnico do Japão, conquistou a medalha de bronze Olímpica de Londres 2012, mas no ano seguinte já começou a renovar o time. De olho nos Jogos Rio 2016, queria garantir três anos de experiência às jovens jogadoras – em sua equipe, apenas três das 14 inscritas são da década de 1980.  A média de idade da seleção japonesa está em 25, mas um dos destaques é a levantadora titular Haruka Miyashita, de 1,77m e muita personalidade com apenas 21 anos .

A garota já está perto de completar 90 jogos pela seleção japonesa e tem na atacante Kim, da Coreia do Sul, um exemplo “de talento e liderança”. Participar dos Jogos Olímpicos Rio 2016 ainda tão jovem e com muita responsabilidade, admite, a deixam “nervosa”.

Haruka Miyashita, de 21 anos, substitui a lendária "Take" (foto: Getty Images/Koki Nagahama)

Miyashita é prática ao falar sobre a missão de substituir Yoshie Takeshita, levantadora de 1m59m que se tornou uma lenda do voleibol japonês e deixou a seleção após o bronze em Londres 2012, aos 34 anos: “Uma grande jogadora, que comandou o Japão por muito tempo e elevou o time. Mas agora a formação da equipe é meio diferente. Sou mais alta, e esse é um ponto bom.”

Zé Roberto aprova tabela do Brasil na primeira fase dos Jogos

Riho Otake, 1,82m, tem 22 anos. Para ela, uma equipe jovem em Jogos Olímpicos é questão de “fazer o melhor e aproveitar o momento”. Ela admite que falta experiência internacional ao time, mas isso não impede que mantenham o foco nos Jogos Rio 2016. Segundo Otake, o time não mira apenas o futuro. O que vier depois virá com um time mais experiente. Essa é a grande conquista da equipe atual.