Faltam pouco mais de dois anos para os Jogos Rio 2016, mas a corrida por uma vaga nas competições de
mountain bike está prestes a começar. Henrique Avancini, que conquistou neste ano o ouro inédito para o Brasil nos Jogos Sul-Americanos de Santiago, treina forte para largar na frente a partir do dia 25 de maio, quando começa a contagem do ranking mundial para a classificação Olímpica. Atual número 21 do ranking mundial, o atleta conta com o apoio do pai, Ruy Avancini, diretor técnico da equipe brasileira, para conquistar a vaga:
“Nosso trabalho é em equipe, cada um com sua parte. Eu treino e cuido dos resultados na pista, enquanto meu pai assume as funções da diretoria. Com certeza vamos nos esforçar muito para conseguir chegar aos Jogos do Rio de Janeiro”, afirmou Henrique, acompanhado do pai, em visita à sede do Comitê Rio 2016, na Cidade Nova.
Como país sede, o Brasil já tem duas vagas garantidas no mountain bike - uma para o masculino e outra para o feminino. Mas, segundo Ruy Avancini, o objetivo é classificar pelo menos dois atletas no masculino. Para isso, o Brasil, que ocupa a 10ª colocação no ranking mundial de países no esporte, precisa permanecer entre os 13 melhores até 2016: uma tarefa árdua, mas ao alcance da equipe verde-e-amarela.
“É uma missão complicada. O ciclismo é um esporte imprevisível, bem instável: uma queda na última curva de um único atleta pode fazer o país perder muitos pontos. Mas, hoje, estaríamos dentro da faixa que classifica dois atletas. Ou seja já estaríamos dentro da nossa meta. É difícil, mas é possível”, explica diretor técnico da equipe brasileira.
Dentro das pistas, Henrique faz a sua parte. O atleta de Petrópolis, no Rio de Janeiro, alcançou, no ano passado, o melhor resultado brasileiro da história do mountain bike ao conquistar a etapa de Munsingen da Bundesliga (campeonato alemão do esporte) e figurar no top 20 do ranking mundial – posição nunca antes alcançada por um brasileiro. Neste ano, foi consagrado com o título inédito de campeão sul-americano. Resultados que fizeram o país saltar posições no ranking e encheram de confiança a delegação brasileira, que vai em busca de sua primeira medalha Olímpica do ciclismo.
“Há um ano, eu diria que seria impossível o Brasil subir ao pódio no ciclismo em 2016. Mas vendo de perto a evolução do Henrique como estou vendo, não acho tão difícil assim chegarmos ao pódio. É possível, sim, brigar por uma medalha”, avalia Ruy Avancini.

Ruy e Henrique Avancini posam com a marca dos Jogos Olímpicos em visita ao Comitê Rio 2016 (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)
Enquanto os Jogos Rio 2016 não chegam, pai e filho colaboram com a organização das competições de ciclismo, com opiniões de quem entende do assunto.
“A visita deles ao Comitê foi ótima para a preparação do Ciclismo Olímpico. Tentamos retirar deles o máximo pudemos. Não é todo dia que temos à nossa inteira disposição a opinião e a visão da diretoria da confederação brasileira e de um atleta de ponta do Ciclismo”, declarou Ricardo Prado, presidente do Conselho de Esportes do Comitê Rio 2016.
Independentemente do resultado nas pistas, Henrique está animado com o projeto e afirmou que os Jogos Rio 2016 serão inesquecíveis: para os atletas, para o espectadores e para a própria cidade-sede.
“Ser a Cidade Maravilhosa é um diferencial por si só. Não há nenhum lugar no mundo como o Rio”, declarou.