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Um mundo novo

Caio Bonfim encerra prova de marcha atlética com melhor volta da vida, consegue o quarto lugar e quer inspirar atletas

Por Denise Mirás Atualizado em 13/08/2016 — 13H45

Os Jogos Olímpicos Rio 2016 são a grande oportunidade de melhorar a cultura esportiva do país, afirma o marchador de 25 anos

Caio Bonfim encerra prova de marcha atlética com melhor volta da vida, consegue o quarto lugar e quer inspirar atletas

Caio Bonfim: de Sobradinho, no Distrito Federal, para o grupo de elite da marcha atlética Olímpica com o apoio dos pais (Foto: Getty Images/Ryan Pierse)

Apenas cinco segundos separaram Caio Bonfim, 25, da medalha de bronze da marcha atlética 20km dos Jogos Olímpicos Rio 2016: fez 1h19min42s, contra 1h19min37s do australiano Dane Bird-Smith. “O quarto lugar foi um resultado fantástico. Claro que todo mundo quer medalha, mas ser um atleta Olímpico já é um sonho.”

Caio diz que a última volta da prova foi a mais rápida de sua carreira. “No fim, fiz uma volta muito forte, a melhor volta da minha vida. Dei tudo e não sei se conseguiria fazer mais", avaliou o atleta. "Ser quarto colocado em uma Olimpíada, em uma modalidade que não é popular no país... Nunca tivemos um brasileiro entre os dez primeiros.”

Ter ido a Londres 2012, segundo Caio, foi determinante para este resultado. “Eu era um garoto e o índice exigido para ir foi muito forte. Mas precisava estar lá, para agora estar aqui. Londres me deu bagagem. Juntei todas as minhas experiências para a prova de hoje.”

Na marcha desde criança

Caio Bonfim, de Sobradinho, no Distrito Federal, cresceu em meio a marchadores, sob inspiração da família. A mãe, Gianetti, somou sete títulos do Troféu Brasil e oito de Copa Brasil de Marcha, mas nunca foi a Jogos Olímpicos. Treinado por ela e pelo pai João Senna, o jovem se emociona ao falar dois dois.

“Eles me apoiaram, investiram em mim. Represento os dois na pista porque o esporte nunca é individual e sim resultado de toda uma equipe", diz o atleta, que lembra ter enfrentado preconceito por ter escolhido essa modalidade do atletismo, que requer movimentos nos quadris. "Não teve um dia, nenhum dia em nove anos, que saí à rua para treinar e não ouvi xingamentos e gozações. E não teve um dia sem que eles me apoiassem. Tenho uma família maravilhosa.”

'Atletlismo é coisa de família'

Se a mãe foi sua inspiração, Caio também quer ser inspiração para outros marchadores. “Os Jogos Olímpicos do Rio são uma grande oportunidade de divulgar modalidades legais, menos conhecidas, como a marcha atlética. É a chance de melhorar a cultura esportiva no país. Ser competente, inspirar, popularizar minha modalidade, fazer história – e ser feliz. Essa é a minha missão.”