Colombiano bate recorde das Américas na Copa do Mundo de Halterofilismo
Cubano supera dificuldades e, na base do tudo ou nada, praticamente garante vaga nos Jogos Paralímpicos Rio 2016
Cubano supera dificuldades e, na base do tudo ou nada, praticamente garante vaga nos Jogos Paralímpicos Rio 2016
Jainer Cantillo, campeão na categoria até 80kg: "Falei que levaria o ouro para a minha filha" (Rio 2016/Alex Ferro)
O colombiano Jainer Cantillo, 40 anos, bateu o recorde das Américas da categoria até 80kg na etapa do Rio de Janeiro da Copa do Mundo de Halterofilismo, que vai até este sábado (23), na Arena Carioca 1 do Parque Olímpico da Barra. Só sorrisos, o atleta levantou 195 quilos, dois a mais que o brasileiro Evânio Rodrigues, que ficou com a prata. Outro destaque desta sexta-feira (22) foi o cubano Jesus Drake Vega, ouro na categoria até 88kg com a melhor marca de sua vida: 197 quilos. O brasileiro Rodrigo Marques levantou 186 quilos e ficou com o bronze.
Nascido em Santa Marta (é conterrâneo do ex-futebolista Valderrama), Cantillo teve poliomielite aos três anos de idade. Ele dedicou o ouro à filha Liliana, de oito: “Falei que ia levar para ela”. Também fez questão de agradecer a todos os especialistas de sua equipe multidisciplinar. Depois de participar dos Jogos Paralímpicos de Pequim 2008 e de Londres 2012, quando ficou em sexto e quarto lugar, respectivamente, Cantillo está bem mais tranquilo agora quanto à classificação para o Rio 2016.
Ele ainda participará da etapa da Copa do Mundo, em Kuala Lumpur, de 24 a 28 de fevereiro, que valerá para as últimas tentativas de melhorar marcas e ranking para as vagas Paralímpicas. Os oito melhores da temporada em cada categoria se classificaram para o Rio 2016, mas ainda há remanejamento de vagas e também convites.
Jainer Cantillo
O brasileiro é Evânio Rodrigues, que fez 193 quilos na primeira tentativa mas não conseguiu as pedidas de 197 nas duas seguintes – em uma delas, apesar de levantar o peso, teve um leve movimento no quadril, não permitido. Mesmo se dizendo satisfeito com a prata, terá de lutar por marca melhor em Kuala Lumpur para estar no Rio 2016 por classificação pelo ranking, porque está em nono. “Tenho de treinar mais e focar para conseguir um movimento ainda mais preciso”, explicou.

Para Jesús Drake Vega, de 44 anos, chegar ao ouro da categoria até 88kg levantando 197 quilos valeu muito. Por falta de recursos financeiros, Cuba só conseguiu mandar uma pequena delegação para esta etapa do Rio – seus atletas não participaram de nenhuma outra, nem irão participar das duas últimas (Dubai, nos Emirados Árabes, de 15 a 19 de fevereiro, é a penúltima, antes de Kuala Lumpur).
Assim, quando fez os 190 quilos planejados pelo técnico Ramón Martínez, a tática foi tentar um "salto" na terceira tentativa, porque não teria outra chance de tentar melhorar. Foi assim que Vega conseguiu sua melhor marca pessoal: os 197 quilos que levantou devem valer uma posição entre os cinco do ranking e a vaga para o Rio 2016. Com 44 anos e no esporte desde 2001, o morador de Matanzas ainda assim mostrou cautela: “Estou muito feliz, porque fiquei muito perto dos Jogos Paralímpicos aqui no Rio”.
O brasileiro da categoria até 88kg, Rodrigo Marques, fez 186 quilos e, apesar do bronze, ainda não está entre os oito primeiros do mundo. “O que preciso fazer até Kuala Lumpur? Fechar a boca para não precisar perder peso logo antes da competição.” Para competir no Rio 2016 com vaga pelos oito primeiros da classificação mundial, Rodrigo se mostra ambicioso: “Nas próximas tentativas, tenho de ir para 205, 210 quilos”.
