Esporte acolhe dez atletas refugiados, que competem no Rio 2016 sob a bandeira Olímpica
Dois judocas da República Democrática do Congo vivem no Brasil. Demais membros são da Síria, do Sudão do Sul e da Etiópia
Dois judocas da República Democrática do Congo vivem no Brasil. Demais membros são da Síria, do Sudão do Sul e da Etiópia
Divulgação/Comitê Olímpico Internacional
Eles competem nos Jogos Rio 2016 com uma missão: transmitir ao mundo uma mensagem de esperança e paz. Dez atletas refugiados, cujos nomes foram revelados nesta sexta-feira (3) pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), entram no estádio do Maracanã, no dia 5 de agosto, sob a bandeira Olímpica. A delegação é composta por cinco corredores do Sudão do Sul, dois nadadores da Síria, dois judocas da República Democrática do Congo e um maratonista da Etiópia
Thomas Bach, presidente do COI, diz que a inclusão atrai a atenção do mundo para a magnitude da crise dos refugiados e envia uma mensagem. “É um sinal à comunidade internacional de que os refugiados são seres humanos como nós e fazem parte de uma sociedade enriquecedora”, afirmou. “Esses atletas refugiados mostram ao mundo que, apesar das inimagináveis tragédias enfrentadas, podem contribuir com a sociedade através de seus talentos, habilidades e a força do espírito humano”.
Os judocas Popole Misenga e Yolande Bukasa Mabika são da República Democrática do Congo e moram no Brasil
Os dez atletas, incluindo dois judocas congoleses que vivem no Brasil, se hospedarão na Vila Olímpica, onde receberão as boas-vindas oficias como qualquer outra delegação. O COI providenciará total suporte para quaisquer necessidades logísticas, técnicas e de treinamento.
Por que os congoleses pediram refúgio ao Brasil?
Rami Anis (foto abaixo)
País de origem – Síria
País anfitrião – Bélgica
modalidade – natação
Yiech Pur Biel (foto abaixo)
País de origem – Sudão do Sul
País anfitrião – Quênia
modalidade – atletismo (800m)

James Nyang Chiengjiek (foto abaixo)
País de origem – Sudão do Sul
País anfitrião – Quênia
modalidade – atletismo (400m)

Yonas Kinde
País de origem – Etiópia
País anfitrião – Luxemburgo
modalidade – atletismo (maratona)
Paulo Amotun Lokoro (foto abaixo)
País de origem – Sudão do Sul
País anfitrião – Quênia
modalidade – atletismo (1500m)
Popole Misenga
País de origem – República Democrática do Congo
País anfitrião – Brasil
modalidade – judô (90kg)
Yolande Bukasa Mabika
País de origem – República Democrática do Congo
País anfitrião – Brasil
modalidade – judô (70kg)
Yusra Mardini (foto abaixo)
País de origem – Síria
País anfitrião – Alemanha
modalidade – natação
Anjelina Nada Lohalith (foto abaixo)
País de origem – Sudão do Sul
País anfitrião – Quênia
modalidade – atletismo (1500m)

Rose Nathike Lokonyen (foto abaixo)
País de origem – Sudão do Sul
País anfitrião – Quênia
modalidade – atletismo (800m)
Refugiados buscam experiências como voluntários dos Jogos
A fundista recordista queniana Tegla Loroupe será chefe de missão do time, enquanto a brasileira Isabel Mazão será vice-chefe, indicada pela Acnur. Elas vão liderar uma equipe de cinco treinadores e cinco oficiais.
Numa entrevista coletiva na sede do COI, em Lausane, Suíça, Bach explicou que os atletas foram selecionados com base em dois critérios: reconhecimento do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) e credenciais esportivas. Ele deu o exemplo dos cinco corredores do Sudão do Sul que estão no campo de refugiados Kakuma, no Quênia, e foram escolhidos numa competição organizada pelo Comitê Olímpico do Quênia.
Bach afirmou que o objetivo final era ter os atletas completamente integrados em suas nações anfitriãs. Ele disse que o COI espera que um time de refugiados não seja necessário no futuro, mas deixou aberta a possibilidade de continuar nos próximos Jogos.
“Somos muito agradecidos às nações anfitriãs porque são elas que ajudaram os atletas, providenciaram instalações e deixaram com que eles treinassem com seus próprios times”, falou Bach. “Queremos agradecer à Alemanha, Bélgica, Brasil, Quênia e Luxemburgo por sua grande contribuição.”