Clodoaldo Silva vê torcida no Rio 2016 como motivação – e não como pressão
Com 13 medalhas em Jogos Paralímpicos, o nadador escapa de armadilhas e supera dificuldades com foco nos objetivos
Com 13 medalhas em Jogos Paralímpicos, o nadador escapa de armadilhas e supera dificuldades com foco nos objetivos
Clodoaldo Silva trabalha para participar de sua quinta edição de Jogos Paralímpicos (Getty Images/Alexandre Loureiro)
A 300 dias do início dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 – marcados para o período entre 7 e 18 de setembro –, o nadador Clodoaldo Silva, 36 anos, quer aumentar sua coleção de medalhas – 13 até agora, em quatro edições de Jogos Paralímpicos. Com toda essa experiência, Clodoaldo sabe como escapar das “armadilhas” da Vila dos Atletas, que deslumbram os competidores e desviam o foco da busca pelo pódio: “É preciso estar bem preparado. E, para isso, ter disciplina, dedicação e se manter centrado".
Clodoaldo Silva, multimedalhista Paralímpico da natação
Com falta de mobilidade nas pernas, Clodoaldo competia na classe S4, onde conquistou seis medalhas de ouro, quatro de prata e uma de bronze, entre Sydney 2000 e Atenas 2004. Com a reavaliação de sua classe funcional, em Pequim 2008 somou uma prata e um bronze em provas de revezamento. Em Londres 2012, o nadador brasileiro competiu, mas não chegou ao pódio.
Hoje mentor dos atletas do Time Nissan, ao lado de Hortência, uma das maiores jogadoras de basquetebol da história, Clodoaldo lembra bem das dificuldades de se manter mentalmente focado. Seu maior exemplo vem dos Jogos Parapan-Americanos Rio 2007.
A cerca de dois meses daquele Parapan, recebeu a notícia de que a sobrinha Kaiana estava gravemente doente – voltou para casa, em Natal (RN), e pensou em desistir. Foi a própria Kaiana (hoje bem de saúde, com 15 anos) que à época convenceu o tio a participar do Parapan.
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“Precisamos ver percalços e dificuldades pelo lado positivo, como motivação para passar por eles”, diz Clodoaldo, em referência à pressão que os atletas brasileiros terão de suportar ao competir em casa. “É assim que vejo os Jogos no Rio: como oportunidade de tomar a torcida como motivação para fazermos nosso melhor. E não como pressão”.
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